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domingo, 29 de junho de 2008

Colunismo de Domingo - IV


DUAS MODELOS?

Um grupo de empresários prometeu aos jogadores da seleção russa duas modelos por jogador que fizesse gol na competição a partir da semifinal. Entende-se o termo “modelos” por prostitutas, correto? Pois bem, se você também fez a mesma ligação que fiz, deve estar pensando: “Esses russos são malucos da cabeça mesmo! Deve ser efeito da vodka!”. Mas não. Pior que não.

Enquanto aqui no Brasil uns se atiram por aí com travestis, ao menos, os russos ganhariam as mulheres e se encharcariam do prazer da carne e da etílica que não lhes deixa há séculos por algumas noites. Bebida e mulheres: existe uma combinação mais embriagadora?

O lado ruim disso foi que a seleção entrou em campo – entrou mesmo? – com as pernas bambas, deixando de lado todo o bom futebol apresentado até as quartas-de-final. Saber-se-á daqui alguns anos se eles tiveram alguma amostra da premiação na concentração para o jogo da semifinal da Eurocopa.

Independente de mulheres e vodkas creio que eles nem foram jogar, pois acabaram perdendo de 3 a 0 para a seleção da Espanha ao natural.

Depois de chegarem às semifinais ganhando da consistente seleção holandesa, a Rússia caiu. Acalme-se leitor, não digo o país e sim a seleção. Caiu de três. Três gols e muitas outras bolas traves derrubaram os russos. E para isso nem foram necessárias as prometidas mulheres da vida. Ops! Quer dizer, modelos. Sim, modelos.

Modelos só para os russos.

Só para os russos.

domingo, 22 de junho de 2008

Colunismo de Domingo - III

QUE TAL A IGUALDADE?

Vivemos em um tempo de capitalismo em que a moeda de valia não é mais a troca entre insumos ou bens pessoais. É óbvio que a moeda principal é o dinheiro. Ele é quem rege todas as relações do mundo contemporâneo. Seja ela de cunho profissional ou até pessoal – o que me espanta em muitos casos.

Que o Brasil é um país de terceiro mundo todos sabem. Até aqueles que vivem lá fora e não deveriam saber a fim de investirem mais e mais em nossos potenciais. Mas nada disso. Se aqui as coisas não andam bem e lá fora não temos uma boa visibilidade, como fazer para então para nos impulsionarmos a ser uma força crescente e constante nos próximos anos?

O princípio básico da boa relação entre os homens é a igualdade. É a igualdade a partir de apertos de mão, de respeito mútuo na esfera pessoal ou na profissional. Porém, isso se tornou apenas bonito na hora de acertar uma venda ou confirmar o acerto de um empréstimo em um banco.

A igualdade deixou de existir há anos atrás. Em um muito tempo, talvez, em que os ricos ainda precisavam mais ainda dos ditos pobres para fazer suas empresas funcionarem, como um mecanismo contínuo. Você se lembra de Chaplin em Tempos Modernos? Pois bem. É desse jeito que falo.

Em um Brasil com ricos ganhando quase vinte e quatro vezes mais a situação fica extremamente difícil, mas, ao mesmo tempo, esperançosa. O Instituto de Pesquisa Econômica Aplicas (Ipea), liderada por Márcio Pochmann, apresentou recentemente um estudo que mostra a redução da desigualdade em nosso país (aplicado nas grandes capitais), demonstrando que a renda dos pobres cresceu 22% nos últimos anos enquanto a dos ricos apenas 4,9%.

Que haja então, ao menos, igualdade no respeito para com o próximo em relações profissionais ou pessoais. Esperança – palavra que mais se encaixa em nossos destinos.

Boa semana para você, caro leitor! E eu não lhe desejo isso cobrando cifras de volta. No mínimo, espero e anseio pela sua boa educação em retribuir o mesmo. Afinal, somos brasileiros esperançosos e, agora, mais iguais, não?

domingo, 15 de junho de 2008

Colunismo de Domingo - II

E A MÚSICA CESSOU


Poucos gostam quando a música cessa. Seja pela vontade programada de alguém ou ainda pela falha técnica que corta com a seqüência musicada de cada um. E, nesta semana dos namorados, a música parou.

Ela parou como se ninguém esperasse pela cessão – por mais que as circunstâncias vitais já demonstrassem, na realidade, o fim já próximo depois de um início e meio repletos de melodias, gingas e bamboleios.

O único barulho que se ouviu foi o do silêncio, o silêncio que perturba e, ao mesmo tempo, choca a centenas de milhares que – uns por alguns poucos anos e outros por quase toda a vida – ouviram, ouviam e, claro, ouvirão ainda por muitas outras vezes.

Mesmo aqueles que não eram dos mais chegados ao samba sentirão a diferença nos próximos carnavais, pois a música de Jamelão, menos conhecido por José Bispo Clementino dos Santos, cessou aos 95 anos de idade – 59 anos deles dedicados a Estação Primeira de Mangueira.

Hoje, o mestre descansa em paz já embalando outros vilarejos em sambódromos construídos apenas para os especialistas do samba.

Mas o carnaval?

Não será mais o mesmo, definitivamente.

domingo, 8 de junho de 2008

Colunismo de Domingo - I

FALTA DE COMUNICAÇÃO

A comunicação é fator primordial em qualquer esfera social e ponto. O problema é quando ela deixa de existir e de ligar certos grupos a outros. Foi o caso do bairro Dunas, em Pelotas, que ficou por dias e dias – estima-se duas semanas – sem a visita dos carteiros e, por conseqüência, o recebimento de cartas, contas e entregas em seus domicílios.

O motivo foi o mais contraditório possível. Não tiveram culpa os cachorros ferozes soltos nos quintais das casas ou a greve da classe dos carteiros, pelo contrário, um dos motivos mais corriqueiros e de certa maneira tácitos da sociedade brasileira: a falta de segurança.

Foi por ela que uma dezena de carteiros deixou de fazer o seu trabalho diário, percorrendo quilômetros e quilômetros através de zig-zagues e labirintos com seus uniformes amarelos acompanhados por bonés azuis lhes protegendo do sol. Mas não da violência. Que come os bens da parcela ainda sobrevivente de uma sociedade tomada pelo temor e pelo medo.

Mas é por solidariedade à falta de comunicação dos moradores do bairro que os carteiros, depois de terem entrado em acordo com o gerente regional dos Correios e com a comissão de moradores do bairro, trabalham em ritmo acelerado para suprir a falta e também realizar a triagem da correspondência que voltará a ser entregue a partir da próxima segunda, dia 9 de junho. Isso se até lá a violência não voltar a fazer ruídos na comunicação dos moradores do bairro Dunas.

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GLAMOUR E COMPETÊNCIA

Dia desses parei para assistir ao Hoje em Dia, um programa matutino da Rede Record, apresentado por Britto Jr, um jornalista gaúcho, e por duas outras pessoas que não me eram estranhas de vê-las na mídia, porém por outros assuntos. Tive uma grata surpresa.

Ana Hickmann é o nome da surpresa. Um nome feminino carregado de competência no que faz e nas curvas delineadas por vestidos bem escolhidos. Naquele dia, ela estava dentro um vestido branco, coladinho. Aliás, bem coladinho e muito brilhoso. Nada decotado. Ou estaria decotado e eu não recordo? Bom, isso não interessa.

O que vale a pena destacar é que muitos tomam os meios de comunicação sem a capacidade teórica, ou seja, preenchidos pelo conhecimento oriundo de um curso superior. Ela é exceção, uma rara exceção imersa, porém destacada positivamente, em um bolo repleto de camadas recheadas por pessoas que só possuem a prática e, infelizmente, carecem da parte teórica, do diploma de faculdade que lhes credenciaria a muitos outros caminhos, especialmente o da credibilidade.

Em contrapartida, me vejo feliz pela colega de profissão Renata Fan, outra gaúcha, que além de modelar assim como ainda faz Ana Hickmann paralelamente a apresentação do Hoje em Dia, destaca-se no mundo televisivo, apresentando o Debate Bola, na Bandeirantes e ostentando uma beleza estonteante acompanhada de muita categoria, com o canudo de jornalista em punho. Enfrenta outros jornalistas e curiosos metidos a sabidos da imprensa esportiva paulista.

Dando um tempo entre um comentário e uma apresentação do programa, Renata Fan apresentou o Miss RS 2009, ontem, dia 7 de maio, em Gramado com muita desenvoltura, com a qualidade de um apresentador/jornalista. Teve gente que só subiu a serra por causa da loira que demonstrou glamour e a competência de uma jornalista gaúcha de muito talento – escolha você o tipo de talento, mas, sendo sincero, fico com os dois. Ah, quem ganhou o Miss RS 2009 foi Bruna Gabriele Felisberto, de Xangri-lá. Outra bela mulher.


É o Rio Grande do Sul, tchê!




E ponto final! Uma ótima semana aos bons de coração!