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quarta-feira, 20 de fevereiro de 2008

Vício Musical na Web

Eu tenho certas manias que me fazem perder horas em frente ao computador. Enquanto eu não escrevo algum texto ou faço alguma pesquisa na web, não consigo dormir. Ou seja, o meu blog sempre é atualizado, no mínimo. Mas as pesquisas! Tem cada coisa que me aparece na cabeça que até acabo achando que fiquei maluco. “As Ervilhas de Mendel”, “Espécies de Tartarugas Marinhas” e até “Palavras Cruzadas On-line” - para matar o tempo e treinar os conhecimentos. Despesas improdutivas ou talvez um conhecimento inútil, quiçá passageiro. Porém, assumo que eu tenho não uma mania, mas um vício nas pesquisas: procurar novos talentos musicais. Bandinhas de garagem que divulgam suas músicas por sites próprios ou em portais de músicas independentes que disponibilizam músicas no formato mp3 para download. Vou letra por letra, banda por banda. Seguido me perguntam:

"- Que banda é?". Respondo eu:
"- É uma banda de Floripa, não é muito conhecida por aqui, achei naqueles sites de bandas independentes!". Recebo de resposta:
"- Muito bom o som! Me passa depois!"

Ufa, meu vício é recompensado!

Procurar por bandas novas certamente tem fundamento quando analiso as "bandas de elite" e chego à conclusão que elas não mudam, não renovam. É sempre a mesma coisa, a mesma batida. Só mudam a letra para dar uma cara nova. Comparando os "famosos" com os "independentes", a qualidade do conjunto (som + letra) dos menos conhecidos é impressionante. É impressionante também o número de bandas e artistas de garagem que existem pelo Brasil. É pop, é rock, é reggae, é axé, é samba, é forró. Dá até para fazer uma música só com o nome dos estilos musicais! Muita coisa é lixo. Lixo mesmo! Não são audíveis nem aqui e nem no Paquistão. Depois de escutar, é shift + delete + enter na hora. Eu até tento dar uma chance para algumas. Penso que só 12 segundos de música não vão dizer o que a banda quer passar como mensagem. Deixo passar. Vou até os 20 segundos e a coisa não melhora. Quando chega aos 30... os meus olhos já se fecham, o desgosto aumenta e eu seguro até os 45. Se ouço alguma batida ao menos agradável, agüento até um minuto, caso contrário é delete em seguida dos 45 segundos.

Um ótimo exemplo disso, ou melhor, um péssimo exemplo para encabeçar o lance de música independente ruim na web é a banda Mary Jane. Credo! Uma letra chula, horrível. Pobre e repetida, analisem: De qual que é / De qual que tá pegando / De qual que é / O bicho tá pegando. 1 minuto e meio de frases repetidas. Repetidas! E a paciência? Tudo bem tem gente que gosta de certos gêneros musicais, mas Mary Jane? Levaram a Mary Jane às alturas, queimaram a massa cinzenta, ao menos nesta música.

Bons, ótimos e excelentes exemplos eu achei por lá. Claro, tenho minhas preferências para músicas mais calmas. Um pop/rock com uma boa letra levado por batidas não muito pesadas e um reggae sem apologias à maconha, carregado apenas em uma letra consistente e de batidas bem marcadas. Analisando as bandas de lá, perto de uma possível neutralidade, há certas bandinhas de forró - sim, forró! - que dão de laço em bandas conhecidas como a Falamansa. Não entendo de triângulo ou de sanfona, mas o tal de "Paroara do Acordeon" embala qualquer rodinha de amigos dispostos a remexerem a cintura. A música “Fumacê” é o “canal” – como diria o meu porteiro Amarildo.

E representando o reggae, bem no início do meu vício de procurar banda novas, descobri a banda Manitu. Não vou despejar elogios, vou apenas resumir: os caras são feras. Fazem uma mistura de batidas marcadas que partem do reggae e chegam ao pop/rock de modo perfeito, sem perderem a essência da batida do reggae. Pelos resultados que encontrei além-site de músicas independentes, a banda faz muito sucesso. Revelação da música de Minas Gerais. O Manitu já tocou em grandes festivais como o Coca-Cola Music e o Pop Rock Brasil 2006, fazendo participações nos shows do cantor Armandinho e da banda Seu Cuca. É formada por quatro “guris dos bons”assim como me disse o Prof. Manoel Jesus uma vez. Os guris são: Alexandre Maia (vocalista), Fabão (baixista), Daniel Couto (guitarrista) e Emerson Neiva (baterista).

O perfil do Manitu está ativo no PalcoMp3. Os downloads são livres e ilimitados. É só deixar a música carregar e pronto. São 21 músicas do cd também intitulado “Manitu”. Destaque para: “Dez Segundos”, “Estória”, “Menina do Mar”, “Nosso Tema” e “Estrela Perfeita”. Vale o download. Batidas marcantes acompanhadas de letras com conteúdo, bem diferente da Mary Jane que falei acima, totalmente o oposto.

Ah! Para a minha surpresa, recentemente foi adicionada uma nova música no perfil do Manitu dentro do PalcoMp3. A música é intitulada “Lembrar de Amar”, a primeira da lista. E falando no título dela, idéias surgiram... Volto amanhã com o texto “Reencontros” uma visão de como é bom lembrar de amar, não só a companheira ou o companheiro, mas lembrar de como é bom reencontrar o amor pela vida.

quinta-feira, 24 de janeiro de 2008

A Internetzinha Que Faz Sucesso

Nunca foi tão fácil ter acesso a uma quantidade exorbitante de informações de todos os meios culturais de fontes tão diferentes desde a sua criação. A Internet está modificando de forma extremamente rápida como as pessoas se relacionam, compram, aprendem, criam e até mesmo fazem sexo. É por essas e por outras, que esse crescimento avassalador se dá como a mais do que nunca temida: revolução da informação.

É difícil precisar quando essa transformação veio a se estabelecer. Se foi com a expansão diária dos microcomputadores ou com o surgimento acoplado de um navegador junto ao sistema operacional Windows. O fato é que isto é o menos lembrado por todos que a usam diariamente pois são várias novidades a cada nova quinzena.

Os fenômenos do momento que mais fazem sucesso na cabeça dos usuários das mais diferentes faixas etárias, como: o fotolog - página com a possibilidade dos usuários comentarem a sua foto, e várias redes sociais que viraram a sensação do momento. Como por exemplo, a mais famosa rede social online: o "orkut". Uma página que funciona com o intuito de conectar pessoas e estas participarem de comunidades que compartilhem os seus interesses. E por último o "MSN Messenger", produto da Microsoft, que chegou com força total para a comunicação online se tornar uma febre. Já que possuí ferramentas muito completas para a comunicação de webcam, áudio e escrita moderna e rápida.

O mais intrigante de todas essas novidades que fazem a cabeça dos usuários, é se essas facilidades de reconhecimento online são benéficas ou maléficas, a partir de que as pessoas distribuem suas informações sem ao menos levar em conta a sua privacidade. A Internet veio a completar com estas novidades, todo o espaço de carência que fazia a solidão tomar conta do espaço destas pessoas, que na maioria das vezes, vieram a usá-la para acalentar toda essa falta de contato que as tornava tímidas.

Uma das mais importantes conquistas desta revolução da informação é o fato das pessoas se encontrarem e trocarem experiências, contar os fatos do dia-a-dia e sendo assim, numa troca mútua de valores e ditos, passar um pouco de carinho e realidade para a outra. Porém, é necessário saber até que ponto é necessário se expôr em fotos, dados e conversas pela web à fora. Pois além de ter a possibilidade de ficar "mal-falado" - termo usado por muitos atualmente, a dimensão disto pode ocasionar muitas perdas e danos, tanto morais como materiais.

O necessário a ser visto com essa grande revolução da informação, é que além de todos os bens do dia-a-dia que essa internetzinha pode trazer, a lição que fica, é a necessidade de conseguir manter todas as nossas idéias, os nossos pontos de vista e todas as escolhas a cada "enter" a ser apertado. Porque a vida não é só em frente a um monitor, é lá fora, no dia-a-dia, no contato com as pessoas, usando as coisas mais simples em busca de uma conexão segura de felicidade e de amor.


* Texto publicado em Setembro de 2006 no site-projeto "Suricato".