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sexta-feira, 21 de março de 2008

A Teoria das Meias II

Indiscutivelmente as mulheres podem e devem investir no visual, mesmo havendo exceções. Umas abusam na cor usada no cabelo, outras no sapato de salto; algumas encurtam as saias, outras fazem tatuagens e colocam piercing. Mas tem outras que, além de todas essas ferramentas, usam as meias como forma de um plus na produção para o dia-a-dia e para a conquista. Meias três quartos, meias curtas, meias longas, meias listradas, meias, meias e meias. Até botas com meias. E as meias fazem a diferença, se não fazem para alguns, ao menos, tornam-se o complemento do pacote completo.

Diferente dos homens, as mulheres podem usar as meias do jeito que quiserem. Meias curtas com sapato, meias altas com tênis. Elas são adeptas à moda. Por isso, podem e esbaldam-se dela. É saia curta com bota e meias altas passando o cano da bota. Nas caminhadas ou corridas trajam meias altas, na altura das panturrilhas, podem fazer isso. Homens? Nada disso. Se fizerem, acabam caindo na contradição da moda, ficam na esquisitice e acabam refletindo uma personalidade errada através das ditas cujas.

Mulheres podem usar meias até na hora de dormir. Pijaminha florido, rosa verde e amarelo numa noite de muito frio e meias! Nós adoramos! Meias listradas, zebradas; meias com orelhinhas de bichinho de pelúcias; meia-calças, meia inteiras. Já os homens, se vão para a cama, não podem usar meias. O que não é nenhum dor-de-cotovelo. Vocês, mulheres, devem ter alguns motivos para nos repelirem trajando meias. Chulé? Breguice? Bem, melhor deixar subentendido.

Vocês são charmosas, esbeltas. Sabem combinar, sabem usar das cores e das formas de como se vestir. Cabelos compridos, curtos; encaracolados, tingidos. Saias, calças e até calções. Com qualquer vestimenta vocês sabem ter a melhor saída, a melhor combinação para caírem na única exceção desta teoria das meias, diferente dos homens que possuem três exceções em "A Teoria das Meias I", vocês têm apenas uma exceção. Uminha. Saem na frente até nas exceções, incrível.

Sabe qual a exceção que vocês mulheres caem? Aliás, algumas mulheres! E é destas que fazem a teoria das meias – a parte feminina dela – ter uma exceção. A exceção que cito aqui, são as mulheres que não sabem combinar seus trajes e fazem de suas vestimentas a verdadeira sopa de letrinhas, onde há tanta mistura de letras que não formam palavras, muito menos frases. Ou seja, o pequeno grupo que adere a modas de desenhistas lunáticos de Marte ou de Vênus que propõem que meias laranja até o joelho com uma saia preta daquelas de boneca de porcelana são o alto da estação.

Terminantemente qualquer homem pode perceber que meias laranja e saia de boneca de porcelana não combinam nem aqui muito menos nos Estados Unidos, talvez combinem no Japão, na China ou Coréia, porque lá, os homens têm os olhos tão fechados que não enxergam tanta contradição. E, por serem todos praticamente iguais, sem darem muitas chances de escolhas às mulheres, acabam nem ligando. São adeptos da teoria “Qualquer coisa é coisa e ponto final”infelizmente. Esses homens de olhinhos puxados, para varias, são exceções. Orientais de olhos fechados e cabeças muito abertas.

O que realmente importa é que homens e mulheres possuem o simples poder de tomarem providências rápidas contra isso. Com esta “Teoria das Meias” - assim como a parte I deste texto, que fala dos homens de meia - não quero acabar com o poderio de forças dos grupos da moda ou denegrir as personalidades das duas espécies, bem pelo contrário. Pretendo é diagnosticar alguns casos, criar grupos, salvar e condenar exceções, levantar uma dúzia de hipóteses e chegar esperançosamente a esta uma conclusão: seja com meias ou sem meias, existem muitas outras formas de perceber que o conteúdo interior de uma pessoa é definitivamente a melhor saída para demonstrarem suas personalidades e entrarem na moda, seja na moda da alta ou na baixa estação, é questão de escolha, de feeling.

Assim espero!

quinta-feira, 13 de março de 2008

A Teoria das Meias I

Homem de bermuda, meia e tênis. Até aí tudo bem. O problema é quando as meias passam as panturrilhas e chegam quase ao meio da tíbia. E o bonitão achando que está abalando com aquelas meias parecendo mais um par de meias de futebol ou até uma daquelas três quartos feminina. Tênis de marca e as meias ali, quase unindo-se com a bermuda ou com o calção. Coitados, dá pena. Vocês, mulheres, sabem que os homens que trajam bermuda ou calção, com as meias lá em cima, não sabem combinar, demonstram suas personalidades e, por isso, talvez sejam os menos atraentes, não é?

Moda sai e moda entra. Moda é uma palavra feminina e ainda tem homem que acha que entende de moda. São raras exceções que sabem alguma coisa sobre. Nós, a grande maioria, não entende de moda! Para um traje social, o máximo que fazemos é escolher uma cor de gravata que combine com a camisa e a calça é a que tiver normalmente preta para evitar problemas contrastantes. Já para sair e ir a uma festa ou happy hour é o jeans e a camiseta pólo mais a mão que estiver por perto. Homens são práticos na hora de mergulharem nas roupas. Em contrapartida, é por isso que, alguns, não sabem escolher as meias. Ou melhor, não sabem usá-las de um modo mais discreto, evitando a meia alta, a quase meia três quartos feminina.

Vou livrar a moda dessa situação das meias. Não adianta, ela realmente não tem culpa. São tendências, uma vastidão de frescuras. A real culpa não é das fábricas também, pois elas dão opções para o consumidor, o homem, ao adquirir meias com o cano ou sem cano. O culpado são os homens. Nós, os homens! E não há mulher neste mundo que diga algo positivo sobre as meias masculinas lá no meio da canela. Não há. Se houver é questão de exceção e certamente quem fale tem alguma ligação com a moda. Não adianta pensar: “Ah, porque o conteúdo é mais importante, vai ver que eu vou ligar para as meias dele!” – vocês sabem, no fundinho, que meias altas passando o meio da canela são ridículas. Admitam.

Para toda regra há uma exceção. Assim como no português no caso de sessão, seção e cessão, em que cada uma serve para situações distintas. São também três os casos que aparecem nesta teoria das meias altas e que dizem muito da personalidade e do modo de vida masculina. Posso ter inventado esta teoria e, hoje, a afirmo para o bem da humanidade, pois já fui vítima das meias altas quando pequeno, no tempo em que era vestido pelas roupas compradas pela minha mãe e avós. Então, as três exceções desta teoria são as seguintes:

1ª Você homem tradicional, que adora uma bermuda e que ainda não tomou vergonha de comprar suas roupas. Sua mãe, avós, tias ou irmãs as compram. Calças listradas, camisetas cor-sim-cor-não verde e laranja e, claro, meias tamanho 40-45, que vão da ponta dos dedos até as panturrilhas. A culpa é familiar, mau gosto ou o troco dado pela sua irmã. Você está fora desta teoria, você não tem culpa nenhuma. Nadinha de culpa. Está na hora de você tomar as rédeas da situação, mesmo assim você é uma exceção.

2ª Você homem moderno, que pratica alguma atividade física como uma caminhada pela manhã, uma corrida no parque depois do trabalho ou um jogo de tênis com patrão. Você tem uma leve culpa no uso de meias altas, afinal não tem tempo para ir às compras. Já foram inventadas meias com cano curto ou meias sem cano! Há lojas onde pacotes com oito unidades são vendidos e por um preço bem mais camarada do que as meias convencionais de cano longo. Você tem um fiozinho de culpa, procure meia hora para ir às compras. Se você se enquadrou nesta exceção, mesmo que também se enquadre na 1ª ou na 2ª, você ainda está a salvo.

3ª Você homem metido a moderno, que adora lamber o topete do cabelo com um gel mais poderoso que concreto; que usa camisetas passando a altura da cintura; que usa bermudas passando os joelhos e ainda usa as temidas meias altas protegidas por um par de tênis de astronauta, escondendo as tradicionais meias que mais parecem as meias três quartos feminina. Você pode dizer que é questão de estilo, mas escapou por pouco. Muito pouco. Salvo pelo gongo, no segundo final do último round. Você é ligado na moda, mesmo que a moda para o homem não seja algo tão próximo assim como o futebol e a cerveja. Você recebe o perdão.

Não há nada mais constrangedor de ver um casal caminhando na rua e o cara lá, agarrado na “negra velha” desfilando para lá e para cá com aquelas meias sufocando as panturrilhas. Eu tenho um primo, o Fabiano, lá de Porto Alegre. 1,92m de altura, 89kg, digno do tamanho de um zagueiro central do Sport Club Rio Grande. Ele anda quase todo o tempo de tênis e meia. Durante o ano inteiro, praticamente 12 horas do dia dele. Faculdade, trabalho e casa. Sempre de tênis. Chega o verão e é a mesma coisa. Em plena praia e ele fica desfilando de meia alta, quando a atitude mais correta é usar um chinelo ou nem isso, o velho pé no chão para aproveitar a temperatura. Ele não é mais exceção. Passou da fase. Antigamente, eu até achava que era só que ele não se encaixa mais em nenhuma das três. É uma pena, mas ele não me escuta. Deve ser por isso que ainda está solteiro. Primo, presta atenção: A grande maioria das mulheres detesta, abomina homem de meias altas. É brega, jéca, cafona. É mau gosto, meu!

Há um jeito simples para o uso das meias altas e não é questão de moda, é regra que partiria dos homens e não da moda. As meias tradicionais, de cano médio ou alto, devem ser usadas apenas quando usa-se calça, calças compridas e não aquelas calças que mentem ser calças faltando um ou dois palmos para chegar aos tornozelos. Para usar essas meias com bermudas eu lhes dou a solução, caso ainda não saibam: Se pega a meia com os polegares e os indicadores com a boca dela voltada para cima, dobra-se o cano para dentro da meia, transformando-a em meia de cano curto. Prático, longe do mau gosto e ainda se economiza caso não se queira comprar as meias curtinhas.

Na época em que era um mandinho pimpão que nem pensava em andar direitinho, ao menos, arrumado, eu sofria e nem sabia. Mas, caros companheiros! Aprendi a lição e a repasso. Digo-lhes: bermudas e meias altas não combinam mesmo. Prefiram a meia sem cano. Mulheres gostam de colocar as pernas de fora, assim como também gostam de nos ver com as nossas a vista. O Leão, ex-goleiro e atual técnico do Santos, fez um grande sucesso nos anos 80 mostrando as pernas fazendo propaganda de cueca. E ganhou uma burra de uma grana com suas pernas sem meias ou meiões de futebol. Não teve vergonha das suas perninhas, gambitos, mesmo jogando futebol. Para compensar ou piorar – depende do ponto de vista – pinta o cabelo desde os 27 anos. No entanto, é melhor apenas usar as meias sem cano, mostrando mais as pernas quando ainda há tempo, prefiram. Pintar o cabelo, bem, é coisa de tempo, experiência dos anos vividos e história para outro capítulo. Mas, acreditem: com gambitos ou não, as meias sem cano – e não furadas, por favor! - fazem a diferença.