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quinta-feira, 3 de abril de 2008

Ponto Final


“Eu te abraço agora, te dou feliz aniversário e me despeço. Quem sabe, um dia, eu volte para o teu lado se ainda me quiseres de volta. Por enquanto, quero seguir meu caminho. Espero que entendas.”

E foi essa a mensagem no final do cartão de aniversário que Marina recebeu de Júlio, o namorado dela. Ou melhor, agora, ex-namorado. A pior mensagem que alguém poderia receber de aniversário. Tão pior quanto uma punhalada pelas costas. Cinco anos de namoro assim, jogados ao vento como se tudo tivesse sido em vão. Um aniversário de 24 anos que Marina não esqueceria até os seus últimos dias. Mas, por enquanto, precisava ter forças de superar o término tocando a vida em frente.

Como um sopro em um castelo de cartas ou em uma seqüência de pedras de dominó enfileiradas. Aquele término fora como um sopro. Um repentino sopro de adeus na pior forma de terminar um namoro: sem olhar nos olhos. Eu mesmo já terminei namoros das piores maneiras possíveis, nunca fui bom nisso. O Guilherme, na época do colégio mesmo, vivia me falando e tentando me encorajar a dar um basta e ser direto, olhando nos olhos das gurias. Não conseguia, tinha medo. Na hora de dar um adeus olhando nos olhos, eu voltava atrás e acabava me iludindo e iludindo a pessoa com quem estava no momento. Feio da minha parte, mas aprendi com o tempo. Mas terminar em um cartão de aniversário? Nunca fiz isso.

Já terminei um namoro por e-mail e outro por telefone e achei o fim dos fins. Um erro da minha parte, mas o modo mais cabível que achei na época. Em contrapartida, já presenciei um amigo meu recebendo a ligação da ainda então namorada para terminar o namoro. Por telefone, “Tudo bem, até vai!”pensaria você... Nada de tudo bem! Ela terminou com ele pelo telefone sim, só que pelo telefone celular e pelos três segundos. Aquelas ligações rápidas que as operadoras não chegam a cobrar. Três segundos! Ela resumiu um ano e seis meses de namoro em três segundos, ou seja: 540 dias em três segundos; 12960 horas em míseros segundos; 777600 minutos de namoro em escassos três, três segundos. 46656000 segundos de convivência em mesquinhos três segundos. É dose.

Os homens e as mulheres possuem esse problema na hora de dizer adeus a um cônjuge. São tão humanos na hora de dar beijos e emitirem gestos carinhosos. São muito racionais mesmo, até na hora dos choros em algumas situações difíceis. Mas se tornam bichos na hora da despedida. Às vezes, bichos nada domesticados; selvagens. Para os homens, a figura de um jacaré se encaixa perfeitamente devido ao estilo voraz de decidir as coisas, mesmo de cabeça quente – o que para os homens é uma constante quando contrariados. Já para as mulheres, a figura de um flamingo se adapta bem ao estilo, cai como uma luva, visto que elas sabem bem onde pisam e como pisam – salvo algumas exceções que se comportam como leoas e aniquilam qualquer espécie da cadeia.

A sensação de uma despedida com um namorado ou namorada não é a mesma de trocar de cidade e não ter mais os amigos por perto. É um tipo de sentimento muito profundo que faz com que ventanias sejam provocadas no nosso interior. É algo que vai e algo que vem nos perturbar. No caso do Júlio e da Marina, a despedida, talvez, fora a melhor decisão para eles na ótica de Júlio, ao menos. Porém, essa decisão por mais que tenha sido acertada, teve uma forma errônea de ser expressa. Pelo amor de Deus! Um cara, com 26 anos no corpo, acabando uma pós-graduação em Bioquímica, decerto, só pode ter enlouquecido com as experiências de laboratório. No dia do aniversário dela, um cartão daqueles! E pelo correio! Era tão pior quanto um cartão-bomba ou uma carta com Antraz.

Promessas quebradas e te amos lançados ao passado. Planos futuros jogados ao vento e sonhos deixados para trás; aquela viagem planejada das próximas férias; o passeio de barco no final de semana; o novo filme do Nicholson em cartaz, que tanto haviam esperado para assistir; a formatura dela no final do ano após cinco anos de estudo na faculdade de Direito; a conclusão da pós-graduação dele; a decisão do noivado e o pedido de casamento esquecido. Os nomes riscados na árvore, palco do primeiro beijo, perto da faculdade; os papéis dos bombons que comeram assistindo a “Juno” no cinema; os copos que haviam furtado de um bar em uma viagem ao Uruguai; as fotos espalhadas pelas suas casas; o gol que Júlio havia marcado e comemorado beijando a aliança de compromisso. Agora, talvez, o pior de tudo: o que fazer com as alianças? Jogá-las no mar? Deixá-las no fundo de uma gaveta? Guardá-las em uma caixinha? Isso dói. Dói, dói, dói.

Não é cabível a nós, julgar os outros pelas decisões que tomam ou quais caminhos desejam seguir. Eu, particularmente, não posso dizer se “a” ou “b” é correto. Já errei bastante nesta vida e amadureci com os meus erros e, de certa forma, aprendi com os erros dos outros sem precisar vivê-los. No fundo, preocupo-me realmente com o que sinto e com o que vou fazer depois de um término de namoro. Levo em consideração cada momento na hora de dizer “Tchau!” ou “Adeus!”. Mas dói. Dói mesmo. Assim como doeu para Marina quando lera depois de: “Feliz Aniversário! Que mais um ano venha repleto de saúde, felicidade e sucesso!”, aquela imperdoável frase de rejeita e exclusa dos planos futuros dos dois.

Cabe compreender que de ficadas, namoros, noivados, casamentos ou "ajuntamentos" a velha máxima, o tão manjado aforismo continua valendo: “Em briga de marido e mulher, não se mete a colher!”. Creio que o Júlio errou na forma de terminar aquele namoro, fora insensível. Sim, estou metendo a colher. Mas é para você, caro leitor, compreender o meu ponto-de-vista a respeito dessa situação, assim como sei que você também está opinando interiormente. Vamos ficar por aqui. Eu, nestas frases finais sem falar mais nada em relação ao caso, apenas concluindo a idéia do texto, e você refletindo acerca dos dois apenas mentalmente. Combinado?

Lembre-se: não julgue, posicione-se, tire uma lição e guarde para si. Quem sabe, um dia você precise decidir algo importante assim como o Júlio. Pense na forma. A dica do Guilherme é muito válida neste caso: se não tem mais jeito, não se iluda e nem iluda a outra pessoa. Tente ser sincero ao falar, olhando nos olhos. Não seja insensível, por favor. Mesmo sendo um momento triste, capriche. Mais vale a dor sincera do término do que uma ilusão dolorosa de continuarem juntos. E ponto final, literalmente.

terça-feira, 4 de março de 2008

A Despedida

Um final de relacionamento conjugal é um drama. Daqueles bem melodramáticos que costumamos ver as sinopses nas bundas dos DVDs nas prateleiras das locadoras. É um mexe aqui, um mexe ali e há sempre uma lembrança. Uma foto, uma pulserinha do Senhor do Bonfim de recordação ou até um anel de lata já bebida. Tudo lembra o dito cujo ou a dita cuja. No caso do Paulinho, era a dita cuja, ou melhor dizendo: a dona Camila.

Com o tempo, perceberam que o amor ou a paixão havia enfraquecido. O namoro começou a ficar desgastado. Sempre as mesmas coisas, os mesmos programas. Até a ida ao cinema havia perdido o encanto. É aquela coisa de repetição: se repetirmos uma roupa dois ou três dias seguidos, alguém vai nos notar, nem que seja pelo cheiro fétido vindo das axilas, mas vão notar. Isso é lei.

O Paulinho era um cara de gênio arisco. De opiniões fortes que acabavam gerando polêmica no grupo de amigos ou nas rodas de discussão de sala de aula. Já a Camila, tinha também um gênio complexo, mas passava por cima dele para agradar o namorado. Virava e mexia e lá estava ela com uma surpresinha ou com um presente. Uma janta, um carinho. Deveras carinhosa, não era possessiva e dedicada sempre até na hora das mais duras decisões.

No começo do namoro moravam em cidades diferentes. Ele em Porto Alegre, ela em São Leopoldo. Com a necessidade de a Camila ir para a faculdade todos os dias, resolveu arrumar as malinhas, pegar suas vinte e duas necessairesporque mulheres são vaidosas e Camila não fugia do grande do grupo – e ir de mala e cuia para Porto Alegre, na sua primeira habitação. Morando com a irmã. Juntou o útil ao agradável: a faculdade, a irmã e mais a presença diária do namorado. Abriu mão da companhia família, visto que ela já estava acostumada em ficar longe, desde o intercâmbio que havia feito no 2° ano colegial para Roma, na Itália.

Festinhas com os amigos, viagens com a família, cineminhas, DVDs tapados de edredons até as cabeças. Programas de namorados e namorados apaixonados. Era o exemplo de um casal para os amigos – e ainda continuam sendo porque ninguém acreditara ainda que os dois se separaram.

- Não acredito, o Paulinho terminou com a Camila? Ou foi ela quem acabou com ele? – questionava a Laura, uma das amigas dos casal ao telefone com a Bruna.

- Pois é! Eu não acreditei! Foi assim: pum! De repente olhei o Orkut e vi que os dois tinham acabado, foi ai que a minha até então suspeita se confirmou quando ele veio falar no MSN comigo para conversar, desabafar e tal. Tudo tão repentinamente, muito estranho! Segundo ele, foi consenso entre eles – disse a comentarista Bruna.

A barra que ambos passaram para decidir a situação do namoro, ninguém ficou sabendo. Aparentemente, para o grande grupo, todos nem percebiam os atritos internos do casal. O que é muito bom imagine a situação num restaurante: o Paulinho pede camarão, mas a Camila quer peixe. Nunca entravam em atrito, sempre resolveram os pormenores no diálogo, na base da conversa. Neste caso do restaurante, para não se exaltarem na frente dos outros, usaram o método SMS, as velhas mensagens de texto para se comunicarem e não externarem a situação para os amigos na mesa.

Depois do término, foi uma barra. Aí sim foi a verdadeira barra. As fotos foram a parte mais difícil. Ambos tinham fotos por todos os cantos da casa, inclusive em seus quartos. A dor no peito era como se um barbeiro cortasse nossa barba e tirasse um naco de carne junto. Tudo bem. Cito um exemplo feminino: a depilação deve doer tanto quanto isso também, especialmente a parte da virilha. Choros e dor na hora de retirar as fotos dos murais e dos porta-retratos. Um choro só, uma emoção externada que as mães dos dois espiavam pelas portas entreabertas dos quartos e resolveram não atrapalhar aquele momento de dor, de término, de passagem de retorno à vida solteira. Paulinho sofrera igual ou bem mais que Camila, o gênio explosivo havia sumido.

A decisão partiu dos dois. Dessa vez, a situação não foi resolvida por mensagem de texto. Foi na conversa mais uma vez. Muito bonito e civilizado. Uma conversa que já vinha durando mais de semanas, sempre olho no olho, ao vivo e a cores como as tevês da década de 60 que chegaram ao Brasil. A despedida havia sido um consenso, um consenso de semanas, como se o julgamento demorasse dias a ser resolvido e novos fatos aparecessem para condenar e decretar a penalidade máxima dos acusados: o término do namoro.

A forma da despedida de Paulinho e Camila se torna uma exceção aos relacionamentos atuais entre jovens adolescentes. São exceções de personalidades corretas e respeitosas um com o outro. Nunca se importaram com o que os outros achavam das manias que construíram e cultivavam juntos. Preocupavam-se mais com as suas consciências, eram os juízes das questões do dia-a-dia. E assim determinaram a sentença final: seriam sempre amigos, raros. Verdadeiros amigos. Também como pena escutariam, durante o tempo necessário para esquecer a dor, uma canção do sábio Alemão Ronaldo, “A despedida”:

“Os livros são seus
Os discos são meus
Já que tem que ser assim
Quero que fique com o jardim”

Com uma base começou e com a mesma base acabou. Na base do diálogo. Sempre ele. Presente em primeiro lugar nas mesas de bar, em cantos de festa e, claro, nas relações interpessoais.

domingo, 27 de janeiro de 2008

Mais Uma Despedida

Sempre tentei compreender o significado de uma família. Casa cheia, churrasco no final de semana, jantas aleatórias para ter o pretexto de juntá-la, campeonatos de pontinho, enfim. Só que sempre faltou uma pessoa. Não falo das pessoas que me deixaram indo para o outro lado ou de parentes “móveis”. Falo é de um animal de estimação, não um passarinho ou uma tartaruga; um cachorro.

Os cachorros são amigos do homem. Ninguém vai contra isso, porque eles realmente são companheiros e fiéis. Os pais vão para o trabalho, as crianças para a escola e amiguinhos ficam ali, esperando, roendo um brinquedinho ou tirando uma soneca gostosa na espera do retorno de seus donos, dos seus parentes.

Desde pequeno sempre quis ter um cãozinho. Meu pai também. Ele não tivera também um cachorro quando pequeno. Tinha o mesmo desejo que eu – talvez até maior devido ao tempo de espera para ter um. Morava em um apartamento, grande até, mas inadequado para ter um. Tapete no piso e pequena área apta para as necessidades de um animal, mesmo que ele fosse minúsculo. Depois disso, quando fiz nove anos, eu e meus pais mudamos para uma casa, gigante! Oportunidade perfeita para termos nossos novos amigos de quatro patas. Eu pretendia ter um basset hound e meu pai um pastor belga, capa preta. Porém, muitos problemas começaram a surgir na nossa família, entre eles a perda do meu pai.

Traumático. Sonhos sendo realizados depois um tempo. Perdas sendo absorvidas. Que dor no peito, que nervosismo. Ninguém para desopilar ou poder desabafar. Amigos, poucos e bons, mas não o sonhado cachorrinho para me ajudar a superar aquele momento. Tios, tias, avô e avós, ninguém e nem nada conseguiu me colocar para cima. Foi aí que surgiu o sagrado futsal para amenizar a minha dor e superar as perdas.

Em 2001, consegui comprar um cachorrinho. Escondido. Ninguém sabia, muito menos minha mãe. Um cocker spainel macho. O chamei de Dick. Era teimoso, mas muito dócil. Problema: já morava em outro apartamento novamente. Entre roídas e caguinhas pela casa, ele se adaptou ao apartamento e depois à casa de praia no período das férias de verão. Depois de alguns meses, no lugar dos seus pulos de canguru de felicidade, apenas tristeza. Fiz questão de não vê-lo naquela situação. Elegi minha mãe para levá-lo no veterinário – talvez uma fuga da minha parte por mais perdas que pudesse vir acontecer – para diagnosticar o que estava o deixando tão quieto. Passada uma semana, ele morreria de parvovirose, de repente. Mais uma perda na minha vida. Pouco tempo de convívio, mas um apego muito forte. É relação homem x animal que se fortalecia de maneira rápida e pura.

O tempo passou e eu sofria calado. Sempre que via um cachorrinho cheirando as árvores aqui da casa da praia procurava alguma coisa para alimentá-los. Um restinho do almoço ou até o meu bife da janta. Foi assim que amadureci, tentando dar carinho a algo que aprendi a dar muito valor. Às vezes, os cachorros dos meus amigos – com o perdão da ambigüidade – eram mais paparicados do que eles próprios. (Nesse momento uma amiga me liga) Carinhos, brinquedinhos e até uma casinha de madeira feita com aquelas madeiras de caixas de frutas das feiras de rua. Atacava até de carpinteiro para fazer o bem ao próximo.

Já no verão de 2006, teimei de novo. Ganhei um filhotinho de dashound com vira-lata (S.R.D.), preto com branco, de uma amiga. Foi só alegria. Dormia no meu quarto, enrolado numa camiseta velha que usava de pijama. Lá pela madrugada, começava com chorinhos e rosnados. Lá ia o Seu Marquinhos sentar no chão do quarto para ficar brincando de bola com o pequeno. Ah, o nome? Tuxo! Não sei da onde saiu esse nome! Talvez do meio-campo do Criciúma da temporada 2006. Passado um mês, minha mãe não agüentou os choramingos do filhote - talvez por causa de seu sono leve ou medo de perder mais um filhote – e junto com uma outra pessoa, acabou achando um novo dono para ele. Segundo notícias e fotos recebidas, ele vive bem, gordinho, saudável ao lado de seu irmão de sangue, um outro pequeno orelhudinho.

Quem disse que eu não tentaria novamente? Dessa vez veio uma fêmea: a “Indefinida”. Teimei. Comprei um filhote de dashound, número um. Uma fêmea. A coisa mais querida! E aquele ritual de “paizão”, que acordava de madrugada para fazer um afago ou dar uma brincadinha, começara de novo. As pessoas aqui de casa a tratavam como princesa. Compridinha, fazendo jus à raça apelidada de “lingüiça”. Virou colorada (de Porto Alegre) por minha vontade, mas me salvo nisto: seu primeiro latido fora em uma partida do Internacional de Porto Alegre contra o Internacional de Santa Maria. Gol do Iarley, o número dez do colorado da capital. Foi uma surpresa. Nem vi o replay do gol, fiquei comemorando com ela, como se o gol tivesse sido dela. Que alegria... que em breve se transformaria em mais perda. Porém, desta vez, uma perda consentida pela razão.

Hoje, dia 27 de janeiro de 2008, por volta das 16h horas, depois de boas conversas com minha mãe, decidimos que não haveria condições de ter um cachorro como animal de estimação. Vários motivos. A saúde de minha avó, compromissos diários, eu ausente devido à faculdade e trabalhos morando em outra cidade, enfim. Eu haveria de dar tchau ou adeus e dar a cadelinha a alguém. Liguei para duas amigas que tinham se apaixonado pela “Indefinida” – não deu tempo de dar um nome – para ver se haveria disponibilidade de aceitarem a minha “filha” já que moram em casas. Não me atenderam. Uma delas, a Fernanda, aquela amiga citada acima na hora da ligação. Tarde demais. Eu já tinha ido até a casa da Dona Maria, no Parque São Pedro, entregar a pequena. Chegou pesando 1,430kg. Foi-se com 1,986kg, coincidentemente o ano que nasci.

Foi a minha última experiência em ter cachorros como animais de estimação. Teimei, fui feliz novamente. Chorei, mas aprendi. Uma vez tudo bem, duas até vai e como três é demais, resolvi que não vou repetir isso, mas com uma condição: até ter uma casa e ter a minha família. Nem que isso demore anos e anos, vou continuar dando comida para os meus visitantes de porta e construindo casinhas com madeiras de caixas de frutas. Isso me faz bem. Quem sabe até lá eu não queira ter um pastor belga capa preta e meu filho um basset? Só o tempo e Deus dirão...

“Guarda as lembranças dos momentos que vivemos juntos. Leva contigo o meu sorriso ao te ver bocejando e balançando o rabo em plena madrugada. Não esquece do teu primeiro latido, quando o nosso colorado fez aquele gol. Não esquece dos chinelos cheios de pedrinhas e do colos das bisas. Pensa nos carinhos da Fernanda e da Bruna quando estiveres triste. E que sejas feliz, muito, na tua nova morada!”