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segunda-feira, 21 de abril de 2008

E aí?


Lá no já longínquo 1986, quando nasci, o mundo era muito diferente. Bota diferente nisso. Como sempre as coisas eram mantidas pela ganância do dinheiro – bem menos e descarado do que é hoje –, inclusive ele nem era o mesmo de hoje. Naquele ano, era lançado o Plano Cruzado, um plano audacioso do governo com a intenção de congelar e tabelar os salários e os preços de tudo e de todos. O motivo? Manter a estabilidade da moeda tentando conter a inflação brasileira. A conseqüência da aplicação do plano? O fracasso dele e a sua substituição por outros três planos até chegar a nossa atual moeda, o real.

Tudo e todos são movidos por dinheiro. Dinheiro escondido em malas-pretas, em contas internacionais e até em bolsos de laranjas. Dinheiro em porta-malas, porta-luvas, meias e até em cuecas. O mundo virou de cabeça para baixo e ninguém avisou, simplesmente alguns espertalhões foram fazendo, articulando, criando aqui, mexendo os pauzinhos lá e transferindo cifras públicas acolá. No fundo até sabíamos, com o passar dos anos, que não se tratavam de pessoas idôneas, mas a situação chegou a ser descarada, banal. Desbancados pela mídia, acabam omitindo e transferindo a culpa para outros, às vezes com nomes, às vezes sem nomes definidos. Enquanto que ambos acabam reeleitos sem nenhum critério de seleção. E aí?

Cada dia mais se torna difícil compreender onde é que nós, cidadãos, erramos e persistimos no erro. Será que é na hora de receber um incentivo do político? Pode ser, ficamos cegos por causa da regalia que iremos ganhar para suprir a nossa necessidade. “Espero teu voto, hein!”dizem eles depois de darem uma consulta a uma anciã com problemas cardíacos. “Vou encaminhar na próxima semana um caminhão para realizar a manutenção do esgoto do bairro!” – prometem sempre. Mas como assim? O povo não tem direitos garantidos pelo governo? Por conseqüência, o governo deveria conceder consultas pelo Sistema Único de Saúde (SUS) e cuidar do saneamento básico de acordo com a legislação vigente. Pergunto novamente: e ai?

Os responsáveis pelo povo andam mais se preocupando com comissões parlamentares de inquérito do que com a própria população que os elegeram de modo direto. Enquanto poucos, mas poucos mesmo, ainda miram a população, outras centenas cabulam o povo tentando mostrar serviço em resolver dossiês de governos passados e questões secundárias. A contradição é que a justiça não pode ser feita por aqueles que nem possuem formação para executá-la e, além do mais, não têm conceitos éticos e morais para realizar tal função. Onde já se viu um corrupto julgando outro corrupto? Quer dizer então que os lugares de discussão política viraram favelas onde há ponto de julgamento e área de apagão? Claro, ladrão que rouba ladrão tem cem anos de perdão! já diria a minha sábia avó. Mas e aí?

Até então trabalhadores ganham – ou deveriam ganhar – por aquilo que merecem. Ganhar pelo seu trabalho, por suas horas suadas da prática de suas profissões. Infelizmente, pelas condições financeiras deste país, as cifras dessa camada ainda deixam a desejar. Planos econômicos difundidos e uma economia melhorada. Taxas de juros estanques e a menor inflação desde os últimos independente da pretensão do presidente Lula de que ela chegue ao máximo de 4% - que não seria nada perto de outros países da América do Sul como o Chile em que o número em questão dobra e tende a crescer ainda mais, mesmo sendo um país com condições distintas ao Brasil. Mas por que os salários dos políticos e de seus assessores aumentam? O dinheiro sai de onde? E aí?

Mas por que pensar nos outros países se o problema está no nosso umbigo? É difícil de ver quando o problema está em nós e não nos outros. É tão mais difícil mudar, ter um comportamento diferente diante dessa corja que só pensa no próprio umbigo enquanto que deviam representar e pensar na população que os elegera. A mesma situação dos políticos dos grandes centros é a mesma dos de cidades pequenas. Um segue o exemplo do outro, mas sem generalizações, claro, até porque como em todos os lugares há sempre uma parcela de pequenas sementes boas, ainda não contaminadas pelo restante de comportamento ético alterado. Seriam as sementes brasilianas transgênicas da política? E ai?

E aí que tudo no Brasil acaba em pizza. Se desde 1986 as coisas já não eram das mais agradáveis, imagine você como será daqui em diante? Ano de eleição e possíveis reeleições. Você se deixaria contaminar? Não deixe, por favor. Comece dentro da sua casa. Assista-os, analise-os e filtre aquilo de bom e verdadeiro, mesmo que seja escasso. Não regue esperanças impossíveis e dê oportunidade para novos frutos. Se já que os velhos e tão manjados não conseguem mudar mesmo com novas e sucessivas chances, talvez os novos possam mudar, é a única esperança cabível. Se há mais de vinte atrás certas coisas ainda tinham ética, mesmo que não caiba ser nostálgico nesse tipo de situação, vou torcer e fazer por onde abrir ao menos os seus olhos porque o tempo deles de hortas gordas e bem rentáveis precisa chegar ao fim.

E aí? Ainda vai ficar em dúvida do que fazer?

quinta-feira, 17 de abril de 2008

O Código


Eles inventaram um código. Um código para ficarem camuflados dos outros, evitando os olhares atravessados e talvez curiosos dos que estivessem por perto. “Cobertor” era a palavra que o Cacalo e a Didi falavam para se liberarem dos outros. O código tinha um objetivo simples: a aproximação dos dois. Coisa de namorados. Inventavam um diálogo qualquer no qual tivessem de emitir a palavra e a partir daquele momento um dos dois tinha a missão de inventar uma história para se dispersarem do restante das pessoas. Uma saída à francesa.

Namoravam há mais de dois anos. Dois ano, cinco meses e alguns dias. Contavam os dias como se os dias fossem os últimos, mas não eram. Um casal apaixonado entregue aos laços afetivos cheirando a morango da paixão. A cada encontro os olhos brilhavam. As órbitas quase pulavam quando se viam pela primeira vez no dia. Além de namorados, amigos. Uma relação absoluta e afirmativa, daquelas que todo adolescente quer e acaba não tendo por ter que aprender certas lições forçadas que só o amor-vendaval ensina.

O Cacalo e a Didi, antes de namorarem, eram vizinhos de porta. Uma relação caseira, diga-se assim. Foi na porta onde tudo começou. Um bom dia, um olá com a voz ainda tímida. No dia seguinte um oi com um sorriso maroto de interesse e aos poucos as coisas foram andando. Dois bem adolescentes na época. O Cacalo com 19; Didi com 17. Aos poucos foram se conhecendo com diálogos curtos, porém intensos. O famoso diálogo ping-pong, assim como acontece no Programa do Jô – ou deveria acontecer se o Jô não interrompesse tanto o entrevistado. Números de telefone anotados na palma das mãos. Mais tarde uma mensagem de texto. Uma resposta. E outra mensagem. Outra resposta. No outro dia? O primeiro beijo no já extinto Cine Glória da Benjamin Constant. Rápido assim.

Depois daquele beijo tudo esquentou de tal forma que começaram a namorar em menos de uma semana. Intenso, pode se definir assim. Apresentaram-se um para os pais do outro. Cacalo só tinha pai, mas um pai, super-paizão, que fazia pizza, bolo, lavava roupa, levava e ainda o buscava nas festas. A Didi havia adorado o sogrão. Mais um amigo que fazia. E na porta de casa. A vida era bela. Tudo que pedira a Deus. Um homem que gostasse e sentisse aquele friozinho na espinha e uma nova família em que pudesse sentir-se à vontade. No final das contas, um não saía da casa do outro. Almoço na 246, janta na 248; lanche na 248; filme na 246. Um grude só.

E foi por causa dessa união que começaram a perceber os problemas de estarem sempre próximos às famílias. Beijavam-se claro, mas apenas beijinhos instantâneos, sem carinhos na nuca e mãos escorrendo pelas curvas dos corpos. Agüentavam até. Só que como tudo na vida tem um limite, ambos começaram a ficar incomodados com o costume das famílias sempre presentes. Gostavam da avó do Cacalo, a dona Josefa, que contava histórias da colonização italiana em Caxias. Brincavam com o irmão de Didi, o Otavinho, um gurizão esperto de sabido. Os dois se atiravam no chão e brincavam de siga o mestre e até de quebra-cabeça humano. Mas e os beijos? E um tempo só para eles? Precisavam achar um jeito escondidinho, de saírem à francesa.

Decidiram se afastar aos poucos, em doses homeopáticas, de suas famílias. Conviviam menos na casa do outro. Começaram a ficar mais pela porta, apenas conversando durante umas horinhas. Faziam uma social jantando de quando em vez com as famílias. Só que como para toda ação há uma reação e nada é inabalável, crises no relacionamento surtiram. Crises com os dois? Não, não. Crises no relacionamento para com as famílias. O paizão do Cacalo perguntava por que a Didi não aparecia mais tanto na casa deles. A mãe dela a questionava se alguma coisa estava errada no namoro com Cacalo. Moravam tão perto! Talvez fosse esse o problema – pensava a dona Sônia, mãe da Didi. Nada disso. Tiveram de recuar no plano e traçarem novas estratégias.

Pelo MSN e pelo Orkut acabaram definindo um novo plano. Haveriam de conviver com as famílias numa boa, até porque gostavam realmente de estarem próximos delas. Eram famílias contemporâneas, bem atualizadas em receber o cônjuge temporário – ou não – dos filhos em suas casas. O pai da Didi, o Juliano, sempre dizia para os amigos no trabalho: Prefiro a minha filha em casa com o namorado, no meu campo de visão, do que os dois na rua. Coisa de pai, um pai moderno. Com base nisso, a Didi propunha um novo plano, uma nova estratégia para burlarem a segurança máxima dos pais:

- Cááá, já sei a solução para os nossos problemas!
- Não vale ter que pular muro e nem mentir para eles, hein?!
- Nada disso, o lance é omitir!
- Diiii, omitir é mentir! Tu sempre me falasses isso...
- Me expressei errado, deixa eu te explicar direitinho. O plano é o seguinte: sempre quando quisermos sair de perto deles, falamos uma palavra e a partir dela um de nós começa a inventar uma história ou até inventa um programinha, nem que seja um cinema ou ir à casa de algum amigo nosso!
- É... um código é uma boa sim! Mas qual palavra? Tem que ser algo despretensioso!
- Hmmm... cobertor!
- Fechado.

A partir daquele momento tinham em mãos um novo plano. Talvez nem desse certo, mas tinham que experimentar. Precisavam ter momentos sozinhos. Cinema? Nada de levar o Otavinho, talvez um dia lá que outro. Almoçar fora? Sem levar a dona Josefa, quiçá uma vez na semana. Precisavam ficar juntos, terem tempo para eles. Mas para isso, necessitavam aplicar o golpe. E foi de imediato, no meio de um diálogo na sala entre um intervalo de novela que o Cacalo começou a aplicá-lo:

- Pai, hoje eu fui ao banheiro de madrugada e passei para dar uma olhada na vó. Tava um baita frio e ela destapada, sem nenhum cobertor na cama! – no mesmo instante a Didi já olhou de imediato para Cacalo e ficou esperando a chance de começar uma história.

- Pois é meu filho, já que está no intervalo e ela está no banheiro vou aproveitar para colocar o cobertor na cama da nossa velha! – e lá se foi o pai sem dar oportunidade de Didi complementar com uma história.

Os dois se olharam e sussurraram apenas com os olhos, seria a hora de sair dali? Não precisariam nem inventar história alguma na hora. Talvez mandassem uma mensagem ou ligassem depois para avisar. Noite de sexta-feira e sem aula no sábado. O pai em casa cheio de trabalhos e avó que se deitava cedo quando não ficava tricotando. Cenário perfeito. O plano havia dado certo, melhor do que haviam combinado. Poderiam ficar sozinhos ou talvez irem a uma pizzaria e depois a uma festa. Esticariam a noite, decerto. Não pensaram mais que duas vezes. Saíram pé por pé, Cacalo passou a mão na chave do carro e se foram porta a fora silenciosamente.

Minutos depois enviaram uma mensagem para os pais avisando que tinham resolvido de última hora saírem para jantar e ainda pretendiam ir a uma festa com os amigos. Amigos? Talvez duas ou três horas deles! Depois iriam aproveitar e matariam a saudade acumulada por causa do primeiro plano que havia falhado. Você sabe como é isso. Namorados e na fase da adolescência onde tudo é motivo para os hormônios saírem do ponto neutro. Chegariam lá pelas cinco ou seis da manhã e assim aconteceu. Pé por pé, rumaram para suas casas, para os seus respectivos quartos sem precisar falar por onde haviam ido, com quem haviam andado e quanto haviam gastado. Sem contas, sem explicações.

Aquele código conseguira obter sucesso. Hoje, depois de um ano e cinco meses e alguns dias ainda continuam usando o mesmo formato até hoje, incluindo uma outra palavra: “almofada”. Um código bobo e eficaz, resistente! Isso tudo numa relação entre adolescentes. Mas você já imaginou o que anda acontecendo lá em Brasília? Na verdade nem é preciso imaginar muito, pois há exemplos concretos todos os dias em todos os meios comunicativos. Códigos de ética ignorados e burlados através de CPI’s e dossiês. Triste realidade em cima da fácil maleabilidade das regras brasileiras.

De tudo isso, se pode afirmar que a estratégia do Cacalo e da Didi não chega nem aos pés das maracutaias politiqueiras. Os dois mal gastam dinheiro, não fazem viagens desnecessárias e não precisam de R$ 60 mil reais para manter 25 servidores como laranjas. Vivem das mesadas dos pais e dos dinheiros que tiram dos estágios. Só precisam realmente daquele código para conseguir o que querem. Nada mais e nada menos. Já os outros lá em cima, bem, de códigos não sabem porque não os seguem e nem lhes convêm seguir. Bem que poderiam largar do suculento seio da pátria e fazerem o que lhes foi confiado. Lembrei de algo muito importante: o processo eleitoral já está chegando! Acalme-se, as mudanças começarão em breve. Já é hora de formularmos um código para sairmos à francesa de perto desses sanguessugas. Que tal "caixa-dois"?

domingo, 2 de março de 2008

O Trote

Quando eu era criança adorava passar trotes. Fazia voz de bebê, vendia bíblias, imitava o Chacrinha e até o Sílvio Santos. Esses dois últimos personagens, quase nunca colavam, mas a voz de bebê e a do vendedor de bíblias! Claro, hoje não tenho mais essa mania. Tudo culpa da fase infantil, um pouco marginal da minha parte, inocente. Na época até passava. Já hoje em dia, quem passa trotes são os marginais, os verdadeiros. E quem sofre são pessoas de bem, como eu e você.

Já me ligaram dizendo que meu carro havia sido encontrado abandonado em uma rua. Já inventaram que meus documentos tinham sido achados na poltrona de um cinema. Mas o pior ainda está por vir: já ligaram para minha casa dizendo a meus familiares que eu havia sofrido um acidente de carro, na BR-392, a estrada Rio Grande – Pelotas. Mentira, tudo mentira, o problema foi acalmar a minha mãe do outro lado da linha:

- Mãe! Eu tô bem! Recém cheguei no trabalho!
- Mas meu filho, conta para a mãe, tu não ficasses machucado? E o carro? Ligasses para o seguro? Me diz, me conta! Não me deixa preocupada!
- Mãe, me escuta por favor! Eu não sofri nenhum acidente de carro!
- Como não? Ligaram para cá agora e falaram que tinhas batido com o carro numa curva antes do pedágio! Até pedi para repetirem para a tua avó escutar e ela confirmou!
- Claro que não! Cheguei faz pouco e vim direto para o clube (na época era Assessor de Comunicação do G. E. Brasil) para o jogo de hoje à noite! Não lembra que te disse na hora do almoço quando te liguei?
- A mãe nem lembrou...
- Mãe, isso é comum hoje em dia! Esses marginais ficam passando trote para as pessoas para conseguir dinheiro ou só para dar sustos.
- Na hora eu nem pensei Marcos. Tudo o que eles me falaram batia contigo: o teu nome, as tuas características, o final da tua placa e o teu carro vermelho...
– opa, algo errado, a interrompi no mesmo instante:

- Como assim carro vermelho, mãe? O meu carro é cinza chumbo, esqueceu?
- Pior meu filho! Eu nem prestei atenção na hora. Fiquei desesperada, quase peguei o carro e fui atrás de ti!
- Presta atenção mãe, vamos combinar o seguinte: começa a olhar o identificador de chamadas e anota os números estranhos que ligarem, ok?
- Vou anotar... Mas, estás bem, não?
- Mãããããe...

Voltei ao trabalho e fiquei pensando na nova atividade desses marginais. Conversei com algumas pessoas, inclusive com os seguranças do clube e eles comentaram sobre o grande número de presidiários que tem acesso aos celulares dentro da cadeia, inclusive na cidade de Pelotas, onde eles haviam trabalhado antes de fazerem a guarda do clube.

Na televisão, quando aparecem reportagens falando sobre essas atividades não percebemos o quão perto se encontra o perigo. As pessoas caem no trote. Por pouco, minha mãe não caiu e quase enfartou. Ficou escutando as sandices de algum filho de uma cachorra que inventava do outro lado da linha, com a maior serenidade e quase perfeita atuação, um possível acidente comigo. Digno de um Oscar de melhor ator. Tirando troféus da estante de um Daniel Day-Lewis em "Sangue Negro" ou do Forest Whitaker em "O Último Rei da Escócia".

Comigo foi de leve, apenas um susto. Casos piores acontecem a cada instante em todo o Brasil, especialmente nas capitais como Porto Alegre, São Paulo e Rio de Janeiro. E não trotes com situações de acidentes falsos, mas de seqüestros-relâmpagos, tão mais fantasiosos que qualquer Big Brother. Exigem dinheiro, trazem preocupações e uma série de complicações para a rotina de um lar. Choro, tristezas e stress. Tudo culpa desses marginais, grupo do qual um dia já fiz parte quando criança, mesmo que inocentemente.

As pessoas que recebem os trotes se abalam na hora pela notícia. O meu celular, por sorte, estava com bateria. Imagina se ele estivesse desligado e minha mãe não tivesse me ligado para verificar se realmente eu estava bem? Ninguém tem os sentidos normais nessas horas. O psicológico toma conta, estremece. Por mais que a pessoa citada no telefone esteja na portaria do prédio, jogando papo fora com o porteiro. Não adianta. A adrenalina sobe, a mãos tremem, os sentidos fogem.

Depois do que aconteceu comigo, eu sinto vergonha. Sinto vergonha pelas brincadeiras que fiz com os meus amigos e até com minha dinda. Minha dinda uma vez me mandou passar no consultório dela para ver as bíblias que eu estaria supostamente vendendo. Foi engraçado, no mínimo engraçado. O ruim é quando o problema é conosco, quando a nossa pele está em jogo. Preferível atender um dos telefonemas do Big Fone do Big Brother Brasil do que atender um trote de um marginal desses. Ao menos, no BBB, é tudo fantasia criada pela holandesa Endemol e modificada pelo Pedro Bial. Tudo virtual – até rimou. Já aqui fora é outro mundo, o mundo real, onde os indivíduos eliminados e exclusos tentam ser líderes e dar suas jogadas, algumas vezes com sucesso, infelizmente. Brasil.

Desde então, minha mãe tem um caderninho, daqueles de ir ao supermercado com a lista de compras do mês, com todos os números desconhecidos que ligaram ou ainda ligam para nossas casas e para o celular dela, inclusive números de outros estados. Vocês “fantasmas” que adoram nos procurar, aviso de antemão: se cuidem! A dona Mariza tem a resposta na ponta da língua. Suas mães podem ser as mais afáveis mães do mundo, mas podem ser transformadas, em segundos, em elétrons pela minha. Eu avisei, quem avisa, bom porta-voz é.

sábado, 1 de março de 2008

Dr. Carneiro

6h30 da manhã e o despertador anunciava mais um dia de trabalho para Carlinhos. Um banho rápido, café preto sem açúcar e um beijo na nega véia. Pontualmente, às 7h ele já estava estacionando o táxi no ponto da rua Benjamin Constant e saindo em seguida para atender a primeira chamada. Não eram nem 8h da manhã e ele já havia atendido doze chamadas em menos de uma hora. Era uma chamada ali, outra lá e o dinheiro entrando fácil. Era realmente um dia diferente, talvez um sinal, talvez não.

Carlinhos era formado em Educação Física pela UFPel há três anos. Em seguida do término da faculdade casou-se com Ana Cláudia. Uma futura médica. Futura linda médica: uma morena caucasiana de pernas longas e olhos verdes acinzentados, daquelas que fazem os velhinhos na praça perderem a concentração no jogo de damas. Ela era secretária-estagiária de um pediatra, o Dr. Carneiro. Depois do casamento, Carlinhos resolveu arranjar também uma graninha enquanto não conseguia um bom emprego. Resolveu então virar taxista, um excelente motorista.

Por volta do meio-dia, Carlinhos já havia atendido 42 chamadas. Sim, 42. E o mais estranho: a grande maioria das chamadas tinha como destino bancos do centro de Rio Grande e o consultório médico do Dr. Carneiro, onde Ana Cláudia trabalhava. Todas as pessoas que embarcavam no carro eram pessoas diferentes, mas suspeitas, não puxavam assunto no máximo davam bom dia e perguntavam quanto havia saído a corrida. “Tudo bem”pensava ele. Afinal, todas as corridas estavam sendo pagas e o dinheiro entrando, o que era mais importante para ele pagar as contas da casa no apavorante dia cinco do próximo mês.

Depois de deixar mais um passageiro no consultório do Dr. Carneiro, Carlinhos esperou pela saída da esposa, já que era hora do almoço. 12h30 conforme sempre faziam todos os dias par almoçarem juntos. 12h45 e nada de Ana Cláudia. Carlinhos pegou o celular para ligar e neste exato momento viu, entre as frestas da veneziana da janela frontal do consultório, Ana Cláudia falando ao telefone e fazendo anotações. Desistira de ligar, preferiu esperar. Ana sairia em seguida, com semblante tenso, de preocupada. Embarcaria no carro, daria um beijo rápido de oi ao marido e não falaria nenhuma palavra. Estranho, ela que tanto gostava de conversar e contar histórias das criancinhas do consultório do Dr. Carneiro. Carlinhos resolveu questionar:

- Aconteceu alguma coisa no consultório, Ana? Estás tão quieta hoje!
- Nada não, amor...
- Tens certeza? Estás parecendo um pouco nervosa...
- Vamos almoçar, estou bem sim...
- Tudo bem, tu é que quem sabes... Vamos ao Pimenta Americana?
- Aham...

Alguma coisa não estava nos conformes. Ana nunca havia mudado repentinamente o seu comportamento. Carlinhos era um pouco ciumento, mas resolveu tolerar e esperar que alguma outra coisa acontecesse para questioná-la. Não tinham segredos, prezavam, sobretudo, a amizade e o jogo aberto.

Chegando ao Pimenta Americana, escolheram uma mesa, serviram-se. Carlinhos com seu prato de quase R$ 12 reais e Ana com um prato floresta, repleto de verduras e legumes: R$ 4,54 reais. Mulheres têm mania de regime, mas adotam uma postura muito boa quanto à alimentação, coisa que os homens nem sempre conseguem. Entre garfadas e silêncio na mesa 43, o garçom os interromperia sobre o que gostariam de beber.

- Bom dia! O que querem beber?
- Eu quero uma Coca bem geladinha
– respondeu Carlinhos.
- Com limão e gelo, senhor?
- Isso, com bastante gelo!
- E para a senhora? Depois de algum segundos:
- O mesmo que o dele.

O garçom saiu a passos largos dali pela resposta sisuda de Ana. Foi aí então a oportunidade de Carlinhos questioná-la para saber o porquê daquele comportamento:

- Amor, abre o jogo! O que aconteceu?
- Nada Carlinhos...
- Quem nada é peixe, sabia? Não me esconde, pode falar!
- É tpm, tu sabes que eu fico assim...
- O teu tpm foi semana passada, eu vi a cartela do teu harmonet!
- É, desculpa... é que... coisas estranhas estão acontecendo lá no consultório.
- Por acaso são pessoas aleatórias visitando o Dr. Carneiro?
- Como que sabes disso?
- Hoje pela manhã fiz mais de 40 chamadas e a grande maioria tinha como destino o consultório e vários bancos no centro da cidade.
- E por que chamariam só a ti?
- Não sei! Sei que o dinheiro entrou bastante hoje! Cinco, seis vezes mais do que o normal!
- Amor, promete que guarda um segredo?
- Claro!
- O Dr. Carneiro anda transferindo dinheiro para o exterior!
- E como descobrisses isso?
- Hoje quando chegasses, uma mulher ligou para lá na hora que eu estava saindo, com um sotaque americano pedindo para falar com o Dr. Carneiro. Repassei a ligação, mas esqueci de apertar o mute... escutei tudo! Falcatruas. São mais de cinco milhões de reais de um esquema de notas ficais de remédios e consultas falsas com planos de saúde de outras pessoas. Ele vai fechar o consultório e fugir em duas semanas para Nova York!
- Nossa! Quer dizer então que nós fazemos parte de uma quadrilha organizada! Somos cúmplices disso tudo, Ana! Vamos denunciar antes que...
- Fica quieto! Eu acho que posso fazer uma coisa pela gente...
- Tu não estás pensando em ter uma participação nisso, não?
- É... não, mas....
- Mas nada! Nem vem com essa...
- Não são cinco mil reais, são cinco milhões de reais! Milhões!
- Ana, Ana, Ana!
- Vamos comer e conversamos no carro, viu?
- Está bem...
- E hoje, é por minha conta, viu Carlinhos?

Ana tinha planos mirabolantes. Nunca havia sido uma corrupta. Nem roubado algum iogurte das prateleiras de supermercado quando criança. Carlinhos pior ainda. Sempre foi um apaixonado pelos esportes, principalmente pelo futebol. Não roubava nem quando tocava a mão na bola. Tudo estava começando a mudar. Ambos queriam ter empregos melhores, crescerem em suas carreiras. Ana tinha em mãos a oportunidade, suja, mas chance de virar de vida junto com o marido. Sumirem do mapa e gozarem de luxos e boa vida.

- Amor, por favor! Olha bem o que tu vais fazer!
- Deixa comigo! Mulheres sempre sabem o que fazer, ainda mais em relação aos homens.
- O Dr. Carneiro sempre foi bom contigo! Faz de conta que não sabe de nada e pula fora o quanto antes, negrinha!
- Eu já sei o que vou fazer...
- E eu posso saber? Sou teu marido...
- Te ligo em seguida que fizer, ok?
- Juízo! Muito juízo, hein?
- Beijinho...
- Beijo!

E lá foi Ana, determinada a tirar proveito da situação. Dr. Carneiro nem havia saído do consultório durante o almoço. Naquele dia, recebeu apenas três crianças, consultas rápidas, coisas de machucado de joelho e resfriados. Enquanto mexia em papeladas em cima de sua mesa procurando por algum dado, Ana, batera em sua porta:

- Pode entrar! – disse o Dr. Carneiro.
- Oi Dr. Carneiro, não saiu para almoçar?
- Não querida, fiquei arrumando umas papeladas!
- O movimento está fraco hoje, não?
- Pois é, preferi assim. Estou cheio de coisas para acertar!
- Hmm! E que coisas são essas, Carneiro?
- Não eras assim Ana, o que está acontecendo? Neste momento Ana insinuava-se se espreguiçando e fazendo uma expressão deveras sedutora. Respondeu fazendo biquinho francês:
- Nada, eu só queria também poder participar disso. Afinal, eu sei de tudo!
- Tudo o quê, Ana? Do que sabes?
- Simplesmente tudo. Tudo. Tudo.
- Quanto queres para ficar calada? Isso não pode sair daqui!
- Pagas o que eu pedir? O meu preço é alto...
- Sempre fui tão bom para ti, desde o início do teu estágio e tu me tratas assim?
- As pessoas mudam Dr. Carneiro... O senhor mudou. E muito!
- Fala quanto, eu pago...
- Eu sei que o senhor vai fugir em duas semanas para Nova York. Então eu quero este consultório de Rio Grande, o outro da Praia do Cassino e...
- E...?
- Quero que compres cinco carros populares para o meu marido manter uma frota de táxis aqui na cidade.
- Fechado, mais do que fechado!
- Viu? Eu não quero dinheiro, eu quero bem menos do que tu ganharás com as falcatruas de anos...
- Vamos até o cartório agora mesmo resolver isso! Chama um táxi para não dar muito na vista que estou saindo do consultório contigo...

Ana bateu a porta da sala do Dr. Carneiro e correu para o telefone para chamar um táxi. Ligou para a central da rua Benjamin Constant e pediu o carro 21, o carro do marido:

- Central de Táxi Benjamin, boa tarde!
- Por favor, podes mandar o carro 21 aqui na rua Ubirajara Maciel, 354, centro?
- Claro, qual seu nome?
- Ana Cláudia. E a atendente falava em segundo plano chamando o táxi 21:

- Prefixo 21, rua Ubirajara Maciel, 354, centro! Prefixo 21, rua Ubirajara Maciel, 354, centro! Ana Cláudia, Ana Cláudia.

- Senhora, o táxi chegará em breve, ok? Tenha uma boa tarde.


Quando Carlinhos recebeu o recado da atendente da central, percebeu que alguma coisa estava cheirando mal. Lembrara do que disse a esposa na hora do almoço, que ligaria quando tivesse resolvido a situação. Dirigiu-se ao consultório e esperou que Ana aparecesse. Para sua surpresa não havia aparecido apenas Ana, mas também o Dr. Carneiro. Enquanto Ana fechava a porta do consultório, o Dr. Carneiro esperava com dezenas de papéis debaixo do braço, já dentro do carro. Mudo, mudo de verdade. Ana entrara no carro no banco da frente e apenas ordenou seu marido:

- Segue para o cartório local mais próximo, rápido.

Dr. Carneiro e Ana desceram do carro. Ana ordenou que Carlinhos esperasse enquanto faziam os acertos. Minutos depois, papéis assinados, alvarás concedidos e uma mala cheia de dinheiro para a compra dos carros na mão de Ana. Pronto. A futura médica havia ganhado um consultório. Nem havia acabado a faculdade ainda, mas teria uma parte do seu futuro garantido. Carlinhos estava morrendo de curiosidade sobre o que Ana Cláudia havia proposto ao Dr. Carneiro. Depois de minutos, voltaram ao consultório e... surpresa! Lá estava a polícia cercando a área para dar o flagrante no Dr. Carneiro:

- Mãos na cabeça, sai do carro, devagar, devagar! O senhor tem o direito de permanecer calado e contatar um advogado. Tudo o que você disser poderá ser usado contra você...

O Dr. Carneiro sairia aos poucos, tentando tapar o seu rosto com os braços para que ninguém visse sua identidade. Havia sido pego com a mão na botija, duas semanas antes da grande fuga com cinco milhões no bolso rumando para Nova York. Mas quem havia chamado a polícia? Telefones grampeados? Nada disso. Carlinhos, o grande professor e temporário taxista Carlinhos! Mal sabia ele que o seu futuro estava até então garantindo. Arriscou-se, arriscou a própria mulher – assim como ela havia também o arriscado na confusão – e sairia ileso, sem nenhum envolvimento.

Ana Cláudia e Carlinhos, na verdade, Antônio Carlos – nome de zagueiro de futebol – teriam um futuro garantindo ou quem sabe mais tranqüilo. Depois de um dia com grandes retornos no táxi, Carlinhos ganhara de brinde mais cinco carros, que mais tarde venderia para montar uma academia de ginástica. Enquanto que, o Dr. Carneiro, de tanto não cuidar criancinhas e preocupar-se apenas com as falcatruas acabou sendo desmascarado por um casal que nunca havia antes sido corrupto. Sempre existe uma primeira vez. O feitiço virou-se contra o feiticeiro. Na verdade, o remédio teve efeito contrário, alérgico. Afinal de contas, o Dr. Carneiro é brasileiro e, aqui em Rio Grande, mais do que nunca, o peixe morre literalmente pela boca, no caso dele, pela boca ao telefone.

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2008

Canhão da Serra


Década de 40, partida final da Liga Amanuara de Fubebol. A equipe local, o Atlético Catauá, precisava vencer para chegar ao cobiçado título. Para garantir a façanha histórica, seu fundador e presidente, o lendário coronel Sá Fuentes, trouxe da capital um reforço de peso: o centroavante Canhoteiro, também conhecido como “Canhão da Serra”.

Chegava o grande dia e com o gramado do Mantiqueirão ainda mais esburacado devido às fortes chuvas da véspera. A bola rola, num jogo truncado, e o 0x0 se arrastava, com poucas chances de gol.

Canhoteiro, às voltas com os buracos e o estado disforme da surrada pelota de couro, costurada à mão, não consegue desferir seu chute mortal.

Faltando cinco minutos para o término da partida, aconteceria a tragédia: num ataque despretensioso do adversário, o goleiro Feitiço escorrega na lodo, atola os pés e não conseguiria alcançar a bola: visitantes 1 a 0!

A cancha então é invadida: à frente o coronel Sá Fuentes, com seu famoso trabuco 38 na cintura. Com a cara de poucos amigos ele vai encostando o cano do revolver nas costas do juiz e inicia uma conversinha amistosa:

- Olhe só para os morros em volta do gramado. Estão lotados de gente. Todo mundo espera este título. Falta pouco para o final, mas temos que virar este jogo de qualquer maneira! Senão, acho que sua mulher ficará viúva antes da hora! Berrante à mostra, o coronel se senta no gramado, atrás do gol do adversário. Aos 45 minutos, numa falta à quase dois metros da entrada da área, “sua senhoria” apita:

- PÊNALTI!

Escalado para bater, o “Canhão da Serra”, tomou longa distância e desferiu seu chute mortal. A surrada bola pipoca no travessão e não resistindo à potência do chute, estoura. Enquanto a câmara de ar entra no meio do gol, o couro, estraçalhado, transpôs a linha no canto esquerdo...

O árbitro nem titubeou. Pôs fim ao jogo e anunciou o placar:

- Catauá 2 a 1...

Cercado pelos revoltados visitantes da equipe do Mantiqueirense e pela imprensa perplexa, o aliviado árbitro, explicou a surpreendente decisão:

- A bola entrou duas vezes. O pênalti, então, valeu dois gols...

E, até hoje, essa velha história é contada pelos avós aos seus netos. Desde os primórdios, a tão valiosa mãozinha já atuava nos gramados do nosso Brasil.






p.s.: Falando em “lodo”, volto no texto de amanhã com “Lodomania”, uma história de rir para não chorar!

domingo, 24 de fevereiro de 2008

Tetê Nosferramus, o Vidente


Eu não acredito em horóscopos e previsões, os leio apenas por curiosidade. Os horóscopos são tão falcatruas quanto às notas fiscais das licitações de alguns politicos. Se as pessoas soubessem como funciona a seleção das frases de cada signo dentro de uma redação de jornal ou revista, ficariam decepcionados àqueles que se regram por conselhos cabalísticos. São tão enganosos quanto alguns charlatões que se passam por videntes ou adivinhadores do futuro. Como diria o padre Quevedo: “Icsto no exiciste!”leia de acordo com o que está escrito.
Para fazer uma boa digestão depois um pesado almoço de domingo, leia o horóscopo de Tetê Nosferramus e o siga à risca. Garantia de sucesso e uma vida tranqüila – vá que eu acerte alguma coisa? Ou não. Alías, o jeito é este: apenas dê boas gargalhadas porque é o que realmente importa. Entre na brincadeira, se eu não for um bom jornalista, prometo, viro de vez Tetê Nosferramus.

Áries: Paciência e tolerância, ariano, pois de hoje até 3/12 Mercúrio estará retrógrado. Outra vez?! Sim, e as coisas vão andar mais lentamente. Mas isso poderá ser uma lição de vida: deite e durma. Durma! Pois, nessa fase, não adianta ficar acordado. Se não conseguir e ficar ansioso por não ter idéia alguma para o tempo passar, arranje algo para ocupar-se. Vá até o bar mais próximo e beba uma caninha 51. Afinal, ela é uma boa idéia!

Touro: A retrogradação de Mercúrio é um bom momento para dar atenção especial aos seus assuntos pessoais e seus relacionamentos, sobretudo os de caráter mais íntimo. Aproveite a vá às compras! Compre muitas cuecas ou calcinhas para renovar o clima externo de sua intimidade. Carência? Pode não ser culpa sua e sim do seu estilo. Ouse! Use cores chamantes como o Rosa Purê ou o Vermelho Martelada.

Gêmeos: Sorte sua que você é capaz de fazer, no mínimo, duas coisas ao mesmo tempo, assim poderá contornar mais facilmente as situações. Para ter uma ótima performance em contornar os obstáculos, procure usar esfereográficas tinteiras de número 5 ou 6, de preferência as da marca BICO que são mais resistentes. Sua cor de sorte para hoje é o azul fundo de rio.

Câncer: Mercúrio fica retrógrado até dezembro e apesar de atrapalhar um pouco na cura de coisas profissionais e, em especial, sentimentais, contribui para fazer uma avaliação de seus objetivos, planos pessoais e profissionais. O que e de que forma pode ser melhorado? Vá até a farmácia mais próxima e compre três vidros de mercúrio, agite-os e tome-os em seguida. Isso irá curar suas feridas amorosas. Seu coração ficará tinindo! Sua cor é magenta fiquefrustê.

Leão: Se você é daqueles leoninos mais agitados, respire fundo, pois quando você está perdido e não sabe o lugar que está, você realmente irá estar nesse lugar mesmo que você pense que não saiba onde está. Portanto, não levante nenhuma hipótese pois ela é uma coisa que não é, mas você faz de conta que é, para ver como seria se ela fosse. Seu número é o 267,2.

Virgem: Virgiano, ai ai ai! Seja cauteloso no dia de hoje! Lembre-se que cautela e caldo de galinha não fazem mal à ninguém, claro que, exceto à galinha. Mas vamos em frente... Pense que nessas horas onde a cautela é necessária, fique de olho aberto feito sapo angolano e saiba que quem é vivo, sempre aparece... nas horas mais impróprias! Para isso, prevenir é melhor que ser pego de surpresa! Portanto, vista-se dos pés à cabeça com a sua cor de sorte, o amarelo-bob-esponja com combinações de amarelo-criciúma

Libra: Hoje é o seu dia! Pense positivo. Você, libriano, é uma pessoa super esperta. Lembre-se sempre que quem não tem cão não gasta dinheiro com veterinário. Ou melhor dizendo, continue equilibrado e esperto. Na parte amorosa, você não está com a bola toda! Saiba que é chato ser bonito sim, mas é muito, mas muito mais chato ser feio. Por isso, vire pastor e faça como diria Edir Macedo: "Templo é dinheiro". Crie seus templos! Sua cor é o amarelo dente-de-gato e seu número é o 30 que é equilibrado, pois é divisível por 2, 3 e 5 e acaba agradando a todos.

Escorpião: Cuidado! Você está numa fase totalmente perigosa em sua vida. Você pode entrar num círculo de fogo e provar do seu próprio veneno. Talvez você ande muito ocupado com suas emoções e assuntos íntimos que nem se dê conta disso. Mas pense positivo! Pense que há males que vêm para o bem... mas a maioria vêm para o mal mesmo. Portanto, arrisque pular de uma ponte ou brincar de roleta russa. Antes morrer avisado do que desavisado. “- Ufa, já fiz a minha parte!”

Sagitário: Você irá passar por momentos bem afortunados. Você, sagitariana, corra até o banco mais próximo e retire todo o dinheiro de sua conta e deposite na conta: 4378-3, agência 171-0. E, você, sagitariano faça o mesmo! Porém, lembrem-se que quem não deve, não precisa pagar! Faça isso imediatamente, antes tarde do que mais tarde, ok? Ah, para você, menina, sua cor é a rosa-picolé-de-morango. E, para você, menino, é a cinza-pernalonga.

Capricórnio: Não fique para trás! Pois os últimos não serão os primeiros e sim os desclassificados. Lembre-se que para subir na vida, ir avante, é preciso ser esperto! Portanto, não dê aos pobres, pois, caso contrário, você nunca irá subir na vida. Ah, escolha bem as suas companhias fazendo interiormente a seguinte pergunta: "Diz-me com quem andas e te direi se vou contigo."

Aquário: Não pense que só porque você está cansado que você vai poder ficar aí olhando pro céu, pois as outras pessoas poderão estar tão distraídas (ou esquecidas) quanto você. Não se arrisque, fique atento e antenado. Este período exige cautela nas coisas do mundo prático, incluindo finanças: se for viajar para o sonho, assegure o seu bilhete de volta. De pensar, morreu um burro... e aposto que ainda não entendeu, não é?!

Peixes: Ora você pisciano! Veja bem! Hoje é o seu dia! Você irá casar! Comemore! Pense você que todos os homens nascem livres, felizes e iguais; se, depois, decidem casar-se, a culpa é deles. É, você é o culpado! Mas pense bem, se o casamento não lhe trouxer felicidade, o jeito é ganhar dinheiro, pois ele não traz a felicidade, mas ao menos manda buscar! Sua cor de sorte, hoje, é o preto africano.