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terça-feira, 6 de maio de 2008

Até o Fim


Queria ser feliz sempre.
acordar cedo e dar risadas
e fazer uma cara feia de sono.
Mas só por um momento
para sentir a minha felicidade.

Permanentemente

Queria dormir tarde sempre.
Devorar livros e engolir palavras
para que no outro dia
eu acordasse com mais vontade
de ser feliz.

Constantemente

Queria pode ter mais tempo.
Um dia com quarenta horas
com direito a intervalo de duas.
Mas só por uma semana
senão eu ficaria triste.

Seguidamente

Queria ter músculos mais rijos
para dar a mão a todos que peçam ajuda.
E força de tirar o poder de alguns.
Mas só por um instante
para mudar o futuro.

Pára tudo.
Descobri uma coisa:
Eu posso fazer tudo isso
Até o fim.
Porque eu, sou a felicidade.

sexta-feira, 14 de março de 2008

Emoções


Receber o abraço de alguém que há muito não se vê e sentir aquele frio na barriga e os olhos marejarem, isto é emoção por causa de um sentimento existente. Mas emoção e sentimento não são as mesmas coisas. É como a bola de futebol e o pé, querido pé, um precisa do outro para dar início à partida; como o arroz e a panela, o garfo e a faca. Exemplos mil podem ser dados, olhe na sua volta e relacione. Emoção e sentimento, não são iguais, são dependentes. Assim como dependemos do oxigênio para respirar e do coração para bombear o sangue pelo nosso corpo.

Não li o livro de Daniel Goleman por inteiro, passei os olhos em algumas páginas dele na 35ª Feira do Livro da Praia do Cassino e em outras disponíveis na Internet. Pude chegar à mesma conclusão que ele. Li artigos e explicações de outros autores como Robert Thorndike em que era explicado a tal “Inteligência Social” e mesmo assim não abri mão de Goleman. O Goleman é americano, um psicólogo nascido em 1946 e é doutor pela Universidade de Harvard – coisa pouca o cara não é – e concluiu no livro “Inteligência Emocional”, de 1996, que a inteligência é emoção e que o QI de uma pessoa não é carro-chefe de garantia de futuro brilhante baseado no sucesso e, conseqüente felicidade. Nada disso.

Segundo o tal Goleman, a felicidade é o nível máximo de um estado real do ser humano. Ela se baseia em recentes descobertas sobre como funciona o cérebro humano. Com base nos estudos e também em pesquisas, o psicólogo afirma que a inteligência emocional pode ser alimentada e trabalhada, ou seja, fortalecida em todas as pessoas principalmente quando crianças, já que esse é o período em que toda a estrutura neurológica está em formação. Sendo que a formação da inteligência emocional se aplica a partir da capacidade de autoconsciência, controle dos impulsos, da persistência e da empatia e da habilidade social – alguns amigos anti-sociais que tenho não devem ter desenvolvido bem esse quesito.

É estranho. Agora quer dizer que nós somos mecanismos? Já abordei este assunto em outros textos e retomo aqui apenas para relacionar com a palavra emoção. Nós somos máquinas movidas a emoções e sentimentos, mesmo que eles sejam distintos e ao mesmo tempo dependentes. Não precisamos de gás ou gasolina para nos locomover psicologicamente. Precisamos é desenvolver, amadurecer de acordo com as situações que nos são propostas. E para termos um melhor rendimento – e não são boletins na escola, boas notas na faculdade ou um elogio do patrão – necessitamos de um bom trato, de pessoas que nos façam bem e que nos entendam no dia-a-dia, nos dando força e incentivo. Claro, não podendo esquecer das caminhadas, as corridas na praia e do sagrado futebol ou no caso das mulheres, as amigas, o cabeleireiro e as academias, tudo para manter a o corpo e, sobretudo, a mente saudável. Mesmo que, de quando em vez, um bauruzinho ou um churrasquinho também nos ajudam a levar a vida numa boa.

A nossa inteligência é realmente ligada ao modo em como administramos nossas emoções. Não adianta. É fato, somos uma maquininha. Se tivermos uma situação financeira tranqüila, rendemos melhor e sorrimos mais em nosso trabalho. Se tivermos uma casa com conforto para nossa família acontece o mesmo e a serotonina é liberada em nossos cérebros nos passando o real conforto da tranqüilidade e, por conseqüência, nos fazendo mostrar todos os dentes da boca. Alegria pura. Sem mau humor, depressão, insônia, enxaquecas, estresses e todas aquelas coisas que aquele nosso colega chato, seja do trabalho ou de faculdade, nos fala colocando as mãos na cabeça e reclamando da vida aos quatro céus. Haja paciência! Serotonina nele, ou melhor, seja mais prático: dê chocolate para ele, agora mesmo. Se não adiantar, ao menos ele não vai reclamar de boca cheia.

A vida é feita de fases e isso ninguém tem como discutir ou tentar entender o porquê disso. É lei e ponto final. Há fases boas e aquelas, bom, melhor nem falar para não dar azar, você sabe como é isso. Nossas emoções são frutos do que vemos, do que escutamos e principalmente do que sentimos. Dizer a verdade pode doer, mas ao menos não guardaremos mágoas e pesos na consciência. Falar “eu te amo” a alguém, de verdade, vindo lá do fundo, faz bem e ajuda a serotonina fluir dentro das nossas cabeças. Aquele arrepio nas costas e nos braços é fruto da serotonina. Que sensação agradável, não? Procure abraçar mais, ser mais sincero consigo e com o próximo. Esqueça que somos máquinas programadas e movidas pelos nossos achismos e pelos corações (des)apaixonados. Não tente entender as emoções, muito menos os sentimentos. Viva. Viva intensamente, viva de emoções, viva de verdades e tente sempre regar a vida com muito bom humor, pois como disse Chico Anysio: “É a emoção que sublinha a verdade”.