sexta-feira, 18 de janeiro de 2008

Praia do Amor




Hoje o post virou música! Nada melhor que expressar opiniões e sentimentos através da música. E como é verão, nada melhor que lembrar de uma composição que fiz em 05 de dezembro de 2004. O nome dela é "Praia do Amor". Uma canção que fala dos pequenos prazeres da vida, os quais eram meus maiores companheiros há anos atrás. Mas, coincidência ou não, alguns deles ainda fazem parte da minha vida. Por curiosidade, esta música foi até gravada! Em reggae/pop rock e até em pagode! Pena que os arquivos sumiram do meu computador. Prometo procurar e um dia publicar!







Autor: Marquinhos
Música: "Praia do Amor"
[05-12-04]


Todo dia bem cedinho eu acordo
Pra chegar na praia e curtir
Encontrar os amigos, ficar numa boa
Pegar uma onda e sair por aí

No Cassino que vale é a curtição
Não posso ficar parado
Nem pensar em ficar cansado
O que eu quero é me divertir

Praia, sol e calor
Futebol, surf e mar
Beijinho com paixão e sabor
Essa é a praia do amor...

O dia já se foi
Já sinto aquela brisa soprar
Deitado na rede espero pra ver
A gurizada chegar com a carne e espeto na mão
Pra fazer um churras irado, tudo é curtição

Praia, sol e calor
Futebol, surf e mar
Beijinho com paixão e sabor
Essa é a praia do amor...

E no outro dia é mais emoção
Mais curtição e vibe no ar
Mas se o surf não rolar
Se chover e o futebol não valer
E se a guria não me chutar
Eu sigo na paz de Deus, pode crê

Praia, sol e calor
Futebol, surf e mar
Beijinho com paixão e sabor
Essa é a praia do amor...








* Foto de Rafael Maglione

quinta-feira, 17 de janeiro de 2008

Reciclagem Artística


As pessoas que freqüentavam o meu apartamento de Pelotas, ano passado, começaram a me chamar de desocupado. O motivo? Só porque comecei a juntar garrafas pet cinco litros em um canto da sala. Entendo que a loucura de uns chega a ser absurda. Mas guardar garrafas plásticas não é algo tão maluco. A meu ver é um gesto solidário. Você sabia que o plástico demora cerca de 100 anos para se decompor? Eu fiz a minha parte. Em 2007, de abril a novembro, lá em casa, foram consumidas 37 garrafas de água pet cinto litros. O que equivale a 185 litros de água potável que foram consumidos durante oito meses, sendo que 20 dias úteis por mês: 160 dias no total. Morando sozinho é uma boa média para quem não toma refrigerante desde 2001. É claro que tomo sucos, nescau, vitaminas e “misturebas”, mas recorro à água para matar a sede ou até quando não tenho vontade de tomar. Segundo os médicos, o correto seria tomar de dois a três litros de água por dia. Fazendo uma conta com base nos números já citados, por alto, levando em consideração apenas a água potável consumida no meu apartamento, a média ficou em 1,15 litros por dia. Tive orgulho disso. Porém, tenho mais orgulho em ter ciência do papel da reciclagem. Não custa nada separar o lixo orgânico do reciclável. Fez pizza? Joga a caixa da pizza no reciclável. Tomou aquele vinho tinto junto com a pizza? Separe o vidro em outra sacola. E aquela latinha de leite condensado? Coloque em outra sacola. Cortou tomate? Fez aquela batida de banana? Separa o orgânico em outra lixeira ou saco plástico. É simples e não custa nada usar um pouco do bom senso para preservar nosso planeta. Quanto às 37 garrafas acumuladas elas terão em breve um destino: virarão uma poltrona (16 garrafas), um puff (6 garrafas) e duas mesas de cabeceira de cama (16). A idéia de montar essas peças surgiu depois de assistir a uma edição do "Programa do Jô" e ver móveis e outros acessórios completamente montados com garrafas pet 2 litros. Eram camas, sofás, abajures e até canoas e jangadas. Além, da entrevista no Jô, existe um outro site muito completo que aborda o assunto reciclagem como uma visão solidária. É o "Recicloteca" – projeto organizado pelo Professor Feijó, criador da técnica de elaboração de móveis com garrafas pet. Vale conferir! Enquanto você olha o site, vou incorporar meu lado artesão e começar a montar as peças. E vocês, que me chamaram de desocupado e até de maluco, terão coragem de sentar na poltrona? Ou colocar os pés no puff? Só quero ver! Vou ali procurar na lixeira do vizinho uma última garrafa para fechar a quantidade correta de garrafas dos meus futuros móveis. Ah! Vocês aí, não esqueçam! Se o Pedro Bial diz para usar o protetor solar, eu reforço: usem e abusem! Só não esqueçam também da importância da água para o corpo. Taquem protetor e água nele. Acreditem.

quarta-feira, 16 de janeiro de 2008

A Impostomania


O Natal já se foi. 2008 já chegou e as lojas estão ganhando dinheiro com as liquidações. Mas também estão perdendo. Hãããm? Como assim? É verdade! Vou tentar explicar por uma teoria simples que é fácil de colocá-la em prática. Você já notou a quantidade de um mesmo produto que uma loja adquire? Normalmente em lotes de 50 ou 100. Vamos citar um exemplo: uma televisão de 29 polegadas. Há dois anos atrás, um aparelho televisor era vendido para os clientes das lojas por aproximadamente R$1199,00. Enquanto que o mesmo chegava às lojas custando, a unidade, no preço de fábrica de míseros R$599,00. Agora diminua e veja o quanto às lojas ganhavam em cima de um televisor. Sim, R$600,00 por televisor. Atualmente, os mesmos aparelhos, chegam ao consumidor por volta de R$499,00. Uma redução de 41,61% em cima do valor bruto de venda. E o preço que eles chegam às lojas? De graça? Praticamente. Tudo por causa dos televisores de plasma, LCD e home-theaters de tecnologia digital que acabaram tomando conta das lojas, do mercado concorrente entre as lojas de eletrônicos e, principalmente, no consumismo exagerado das pessoas que tentam alcançar a tecnologia adquirindo essas parafernálias. O sistema analógico funcionará até 2016, enquanto que o sistema digital – já estabelecido em São Paulo – será implantado pelo governo federal juntamente com as emissoras televisivas a passos lentos até 2013 devido ao alto custo de instalação da tecnologia. O que ninguém percebe é o quanto as lojas que vendem esses produtos perdem com isso. Não quero aqui defendê-las ou criticá-las de maneira depreciativa, e sim analisar a situação. Como pessoas físicas e possuidoras de bens, reclamamos constantemente dos impostos e altas taxas que o governo aplica. IPTU, IPVA, IOF e assim por diante. Muito diante. Agora, imagine você quantos impostos uma loja possui? Segundo o SEBRAE de São Paulo, a “impostomania” é a seguinte: IR - Imposto de Renda; CSLL - Contribuição Social sobre o Lucro Líquido; PIS - Programa de Integração Social; Cofins - Contribuição Financeira Social; IPI - Imposto sobre Produtos Industrializados; II - Imposto de Importação; ICMS - Imposto de Circulação de Mercadorias e Serviços; ISS - Imposto sobre Serviços. Vale compreender que é um dever honrar com as obrigações financeiras com base nas receitas adquiridas nas vendas. Muitos dos impostos citados podem ter uma carga relativamente pequena. Porém, são considerados gastos quando executados mesmo que em mínima escala, apoiando-se em lucros reais, presumidos e federais. Envolvendo a jogada toda, o que se pode dizer é que se uma loja não vende suficientemente para suprir o dinheiro gasto no último estoque e tirar uma boa quantia para garantir o próximo, os oito impostos aqui citados mais os gastos com funcionários, equipamentos de segurança e também com o marketing e a propaganda – uma das únicas saídas a fim conseguir renda: manter e aumentar a clientela – o futuro torna-se incerto. Alguém sentiu falta da extinta CPMF? Ainda bem que o ano virou e ela ficou na história. Mas será que ficou? Eu ainda sinto o cheiro dela...

terça-feira, 15 de janeiro de 2008

Maldita Curiosidade


A famosa “Avenida Rio Grande” da Praia do Balneário Cassino não é mais a mesma. Dos meus 21 anos de vida, desde que a freqüento como um homenzinho, muitas coisas mudaram. Dá até medo! Será a globalização? Ou culpa do Bebé? Não sei. Mas eu ainda descubro! Normalmente a madrugada ali é tranqüila. Os mais diversos grupos a freqüentam: rodinhas de violão, hippies, bêbados, trêbados e até desmaiados que fazem dos bancos seus berços de descanso. Mas quarta-feira foi diferente, muito diferente. Chegamos por volta das 20h. Eu e meu brother Vinícius. Caminhamos do início ao fim umas três vezes, quiçá quatro. Nessas idas e vindas, paramos diversas vezes para cumprimentar alguns conhecidos. Alguns deles, nos comentavam sobre um carro parado há mais de horas na esquina da rua Porto Alegre. Um Fiat 147, verde casca de abacate com película solar das mais escuras. Até aí tudo bem. Porém, o curioso era que algumas pessoas – segundo os nossos conhecidos – se dirigiam até o carro, entravam e saíam depois de algum tempo. Entendível até certo ponto, mas ainda curioso – ainda mais para mim. Um Fiat 147? Eu quero ver. (Diga-se de passagem: sou fascinado pelos cascudinhos). Resolvemos voltar por livre e espontânea pressão súbita de minha parte até as imediações da rua Porto Alegre. Sentamos em um banquinho na diagonal ao carro. E ali ficamos por volta de 30 minutos. Mais 25 minutos. E nada! Entre um mate e outro, prosas e comentários (im)pertinentes sobre quem passava pela nossa frente, de repente, uma guria que aparentava ter uns 18, 19 anos, branca, com calça jeans e blusa rosa entra no carro pela porta do carona; enquanto que simultaneamente pela porta do motorista sai uma outra guria bem mais nova, morena, de saia branca e blusa preta. Ah meu Deus! Era verdade o tal comentário ou a fofoca daquelas pessoas. Pensamos na hora: vamos ter que ver de perto. O mais curioso ainda é que o tempo passava e nada acontecia. Mais 50 minutos. Uma hora. A água do mate acabou e as balinhas coloridas em forma de minhoca já estavam no fim. “Que porcaria ser curioso!” – disse o Vinícius. Eu apenas disse um simples: “Pois é!” - sem querer tirar os olhos do carro. E lá seguimos nós tentando decifrar o que estava rolando dentro daquela pequena relíquia de automóvel. Dos pensamentos mais insanos aos mais sem nexo. Um (mo ou ho)tel móvel, um filme (talvez uma temporada inteira de um seriado) ou até pessoas fumando o capeta. Oh céus! Curiosidade poderia ser um pecado. Talvez um dos mais cabulosos, pois todos mudam seu comportamento em virtude de querer descobrir alguma coisa. E lá ainda estávamos nós, esperançosos que descobriríamos o que estava acontecendo, quando mais uma pessoa se aproximou. Esta demorara um pouco para entrar. Pelo jeito, a porta estava trancada ou as pessoas se acomodavam melhor para ela embarcar. “Mais uma guria, meu!” – comentou o Vinícius, louco louco para estar dentro daquele Fiat 147. Afinal de contas, quem não queria? Somos dois e lá dentro, no mínimo, são duas, já que da última vez não saiu ninguém do carro. Ah maldita curiosidade! O tempo passava e o mesmo ritual se repetia. Nada acontecia. Sem luzes dentro do carro, sem balanços, sem fumaças. Enquanto isso, o mondaime já marcava 23h e 17min. Que saco! Lembrei da última música do Gilberto Gil, “Olho Mágico”: “Que saco, como se isso fosse um jeito de bisbilhotar o silêncio”. Era um bisbilhotar alheio que nos prendeu durante horas, pior que ficar entrando em perfis do orkut para saber das últimas mudanças na vida dos outros. É brabo! Mais meia-hora e nada. Quase meia-noite. Até que o Vinícius resolveu ir comprar mais balas para ao menos a gente engordar um pouco e adocicar o tempo que se arrastava. Eu fiquei ali, sentado, num lento ritmo de piscar os olhos. Pimbaaaa! Da onde saiu eu não sei, mas outra guria chegou e entrou direto no carro! Mesmo rápido, percebi que ela era estonteante, avassaladora, perfeita. Se o Vinícius a tivesse visto, ele iria ao menos dizer “Oi guria!” – como se a conhecesse realmente de outras Querências. Quando de repente, depois de mais de 10 minutos, ele voltou e começou a falar:


- Ô meu, não vai lá! Não vai lá!
- Mas qual o problema? Eu só quero ver e fui tu quem me incentivou!
- É que eu também fiquei curioso, mas agora...
- Agora? Travou? (doze segundos depois)
- Suspeito que tenha alguma coisa de errado lá. Não vai!
- Olha quem me diz isso, o mais corajoso da GM!
- Eu sei a hora do perigo e a hora da brincadeira e tenho certeza que o lance é do mal!
- Me alcança o celular e a câmera que eu vou lá tirar isso limpo!
- Ô meu, eu te avisei, depois não vai falar que eu não tentei te impedir!


E lá fui, assaz curioso, com o celular e a câmera em mãos querendo saber o que havia de tão estranho naquele carro abandonado em plena avenida. O que seria um Fiat 147 com três gurias? Nenhum vidro aberto. Nenhuma luz. Nenhum balanço. Comecei a pensar no pedido de atenção do Vinícius, afinal, ele sempre foi o mais destemido da gurizada e agora estava dando para trás. Olhei as horas: 00h e 23min. Me prometi de chegar abordando o carro às 00h e 25min. É, eu costumo marcar horas corretas no relógio como estímulo de tomar coragem, desde pequeno. Atravessei a rua, parei na esquina e as pernas começaram a bambear. Mas ainda firme fiquei e segui mais um pouco, me escorei na parede de uma loja e fingi falar no celular. Faltava menos de um minuto. Caminhei em direção ao carro. Liguei a máquina e abri o celular para dar luz. Apressei o passo. Pulei uma poça d’água. Atravessei novamente a rua para dar o bote indo por trás do Fiat. E faltava menos de 30 segundos. O medo se foi embora. Comecei a estufar o peito e enchê-lo de coragem e não de ar. Caminhei mais um pouco e me escondi atrás de uma árvore. 57, 58, 59... 00h 25min! Sai correndo com toda a cara-de-pau e curiosidade possíveis, coloquei a luz em direção ao vidro, tentei abrir a porta. Estava trancado o lado do motorista. Corri do outro lado para abrir o da carona. Alguém ligou o carro. Engataram a primeira, arrancaram. Passaram para segunda e saíram em disparada para a rua principal, a Avenida Rio Grande. Tentei correr atrás, mas o Fiat 147 se mandou em direção a praia. Nenhuma foto, apenas vultos e sombras das quatro, sim, quatro pessoas que estavam dentro daquela relíquia. A placa eu anotei, mas obviamente não divulgarei. Já a verdade eu não descobri. Porém, uma coisa é fato: casos curiosos só acontecem na maior praia do mundo, a Praia do Cassino.

sexta-feira, 30 de novembro de 2007

Dear Vacation!

Férias! Existe palavra mais bonita? Deve existir, mas nas circunstâncias atuais de final de ano, nenhuma traz uma força tão boa. Nada de trabalhos, de faculdade ou de provas. Pensando bem, existe outra palavra... praia! Sabe que não? Pensando melhor ainda, existem outras... sol, mar, areia, futebol, cama, sono, colchão, rede, crepe, panquecadas, barracão, compras, viagens, chimarrão, corridas, treinos até algumas discussões, enfim. Tudo isso bem aproveitado ao lado da minha família e a extensão dela: os meus amigos.
Mais um ano acadêmico se acaba. Todos trabalhos e provas que ganharam uma boa quantidade de horas e dedicação, fazendo com que eu ficasse longe do meu sagrado futsal e saudosa natação. Quanta tendinite acumulada, stress exagerado. Dava vontade de sair sem destino para não me preocupar com nada. Só que acontecia ao contrário, depois de algumas horas, o costume ou quem sabe a vontade de preencher o meu tempo com algo construtivo para o meu futuro. Como sempre fui de correr atrás das coisas e dos meus objetivos, sacrificando algumas atividades que gosto, valeu e valerá sempre a pena ficar focado em aprender e reaprender qualquer tipo de teoria, prática ou lição, seja ela profissional ou de vida.
Já o melhor depois da correria de faculdade, é poder voltar para a minha cidade. Rever meus amigos, minha família. Correr na praia todo o santo dia (quando a preguiça não atacar). Combinar o sagrado churrasquinho com os brothers de plantão depois daquele futebol esperto de final de tarde. E se o supermercado ou o Carnes Nobre de Bagé estiver fechado, a gente recorre a famosa e esperta massa. De preferência a “Biroska” para não perder o costume.
Imagine você acordar cedinho em plena praia, lá por volta das 6h e sentir a brisa do vento e escutando o canto dos pássaros que se debandam em direção ao mar? “Pois é, eu moro no lugar onde você tira férias” – assim como dizem os Catarinenses. Engano deles, eu também moro e não preciso ir até lá para aproveitar e me sentir saudável e completo. Não tiro o mérito do lugar onde moram, pelo contrário, vale o passeio e até a morada. Mas a Praia do Cassino... Ah, o Cassino! Lugar perfeito. Nada melhor que isso para resumir. Desde 1898, (antigo Vila Siqueira) a Praia é local de todas as tribos. Principalmente para aquelas que curtem uma boa praia. São 245km - sendo 223km praticamente inabitados - de extensão de um molhe ao outro, com uma rica diversidade de espécies de aves nativas e migratórias que acabam tornando o cenário mais atraente e ímpar. Surfar perto dessas espécies, sempre respeitando o espaço do homem e da natureza, ou apenas estar na beira da praia admirando a força dela, é o melhor remédio contra o stress de trabalho ou da faculdade. Recomendo!
Buenas! Muitos outros posts virão tendo como pano de fundo a Praia do Cassino. Mesmo com os pés para cima, curtindo cada instante das minhas férias, voltarei assim que sentir saudade de escrever e tiver um tempinho para contar minhas aventuras e loucuras de verão. Prometo voltar antes do Natal. Agradeço aqui a todos meus colegas pela companhia neste ano acadêmico de 2007. Trabalhos, estudos e viagens. Você foram essenciais para que essas férias ganhem um gostinho especial de liberdade, ainda mais se elas tiverem vocês como companhia! Sem contar a minha família que sempre esteve me estimulando e apoiando cada decisão que tomava. Muito obrigado!
Ahh, já ia esquecendo! Lembra das brigas no inicío do texto? Todas elas acabam em massa! Nada de pizza. Uma massa ao alho e óleo, uma massa com molho vermelho, quem sabe outra com molho de queijo! Hmmm! Tem também aquela de molho branco com calabresa, sem contar a de bolonhesa, a de catupiry com azeite português. Só de pensar dá água na boca! 11h45 de amanhã: tchau trabalho! 11h46, destino: Praia do Cassino.

quinta-feira, 18 de outubro de 2007

Inspiração ou Piração?

Fazia um bom tempo que não escrevia aqui no blog. Provas, trabalhos mil e uma preguiça gigante de largar algumas palavras aqui. Cinco meses de trocentos trabalhos que me não me fizeram sair da frente do computador. Jura que eu iria blogar... queria mais uma bela cama! Nem sei por onde começar. Este post não quer dizer nada com nada ou quem sabe tudo dentro de um nada. Entendeu? Meio confuso isso, mas aceitável dentro das situações de momento as quais voltam a ganhar um grande valor devido a... meu aniversário amanhã? Pelo amor de Deus! 21! 2.1, turbinaaado! Ou nem isso, porque desde que começou a faculdade já engordei 10kg - mas bem distribuídos! 21 anos de puro aprendizado. Felizes, independente das perdas e das lições difíceis que aprendi e, graças a Deus, passei. São momentos que se olhasse para trás tiraria uma grande mensagem de tudo isso: arrisque sempre, ouse fazer diferente. Ou melhor, seja diferente. Se tenho duas horas para fazer um trabalho da faculdade e 2 horas para ficar nerdiando ou vendo televisão, uso as quatro horas para fazer um trabalho impecável. Nerd? Pode ser, mas creio que dou valor ao dinheiro que é investido em mim, tanto na faculdade quanto na minha morada em outra cidade. Tempo para mim? Eu tenho. E muito! Sobra tempo para comer, dormir, trabalhar, namorar, curtir a minha família, meus amigos, enfim. A única coisa que não andava com tempo para fazer, era jogar o meu sagrado futsal. Tudo bem que o tornozelo não é mais o mesmo e o pé não responde tanto. Porém, joguei! Amigos reunidos, 22h, Toque de Bola, Rio Grande, nada melhor que isso. Sabe o que me sobrou tempo esses dias? Até para fazer uma música nova, ainda com título temporário. Fiz pensando muito na vida que andava levando. Muito trabalho, estudos e deixando um pouco de lado - tudo bem eu assumo que andava exagerando - algumas coisas que gosto muito de fazer e também deixando algumas pessoas que amo ao meu lado em segundo plano. Buenas, seja inspiração ou pura piração, lá vai...




"Vou te buscar"

Parece que caíram do céu
As lembranças de você
Ainda não estamos juntos
Não consigo entender

O tempo passa aqui fora
E lá dentro uma saudade bate
Enquanto isso, melhor não esperar
Vou te buscar, vou te buscar...

Refrão:
Eu fico quase sem ar
Olhando as estrelas
Elas brilhando no mar
E eu pensando em você


O nosso amor se faz
Quando a gente fica em paz
O teu amor é a minha paz
Quando fico com você



* Em breve para download...

domingo, 19 de agosto de 2007

PARTE I: Saudoso tempo bom...

Esses dias eu estava indo para Rio Grande, depois de uma semana puxada de faculdade e trabalho, e parei o carro no pedágio. Deveria ter uns três ou quatro carros na minha frente. Abri o vidro e fiquei esperando chegar a minha vez. Coloquei a mão para fora e fiquei olhando para os carros na volta para ver se conhecia alguém. Pedágio é que nem supermercado ou locadora de filmes no domingo, sempre se acaba encontrando alguém conhecido. Memória cansada, mas ainda funcionando, enxerguei um ex-colega da época de escola que não o via desde a 5ª série do Ensino Fundamental, prontamente acenei e perguntei se estava tudo bem e o que ele estava fazendo da vida. “– Tudo beleza cara! Quanto tempo! Tô fazendo Engenharia!” Jogo rápido, a fila do box dele seguiu ele acenou rapidamente e lá foi-se em direção a Noiva do Mar.
Paguei o pedágio, arranquei o carro e segui lembrando de alguns momentos que vivemos e de várias “aventuras” que aprontávamos no saudoso Instituto Cristo Rei. Áureos tempos que a irmã Clecimara saía da porta central com um saco tamanho família cheio de bolas de futebol dos mais variados tipos e tamanhos. Era uma corrida sensacional todo o santo dia. E o gordinho aqui sempre se metia na frente dos outros para pegar aquela pelota que seria a diversão do recreio. Gordinhos se dão mal? Não, eu conseguia ótimas vantagens nessa disputa. Rostinho redondinho, carinha de santo, cabelo cacheadinho como se fosse um anjinho. A melhor bola sempre era a do meu bando! E se não conseguisse a melhor, invadia os jogos dos mais velhos e trocava a bola por outra melhor. A única coisa que era praticamente um acordo tácito que havia: o melhor lugar para jogar futebol era sempre das séries mais avançadas. Isso me deixava furioso! Até que um dia eu consegui jogar. Como? Virei goleiro! Sim, já fui goleiro! Já estourei os cotovelos naquelas quadras de pedritas sem rejuntes. Já quebrei o cotovelo fazendo isso. Mas o ego saiu preenchido daquele campeonato... e eu quebrado direto para o hospital.
Havia também o lendário bar do Jorge. Era a cantina mais variada de todas as escolas da cidade. Tinha desde a famosa torrada até as invenções malucas que apareciam toda a semana. As mais diversas guloseimas da época. Chicletes, balas de goma e o famoso “Kinder Ovo” que resiste até hoje. O gordinho sempre lá na fila. A tática para evitar fila, conseguir comer a tempo e pegar a bola com a Irmã, era simples: pedia para ir ao banheiro cinco minutos antes de soar o sinal do intervalo, se a professora fizesse cara feia, fazia uma carinha de pidão e ao invés de ir ao banheiro, corria para a fila do bar, subia no banquinho para poder enxergar o que queria comer, mandava para dentro o lanche e corria para pegar a bola.
Que beleza! E isso já faz 13 anos! É tão breve na minha memória, que eu lembro de detalhes sórdidos de cada parede, banco ou até a bolsa da Irmã que era uma surrada sacola com o logotipo do Sesi em verde com as antigas linhas brancas no meio do logotipo. O mural do lado do bar com desenhos selecionados pelas professoras para a Festa Junina e depois para o FestCrei. A biblioteca sempre bem organizada pela irmã Maria Luísa com a listinha à direita de quem entrava, em cima do livro com os nomes dos visitantes diários, dos que liam mais livros: Marcos Leivas, Fábio Vianna, Ítalo Costa, Juliana Popiolek, Luana Luvielmo, Taiane Arruda...
Dá saudade desse tempo bom! Mais saudade ainda das pessoas que fizeram parte dele e, hoje, a vida separou por causa de distintos destinos, mas que as lembranças não vão ser apagadas mesmo que novos sonhos e momentos bons sejam vividos. A essência desse tempo nunca irá ser perdida, porque realmente fomos felizes naquela época que não tínhamos que nos preocupar com nada. Onde tudo que queríamos era aprender cada lição, desenhar o colega na lição de casa, jogar bola no recreio, ir para o C.T.G. no final da tarde e ainda ir para as aulas de futebol e vôlei que eram dadas pelo Jorginho.
Lembrei de muitos outros fatos nesse meio tempo do pedágio até a minha casa em Rio Grande. Tantos colegas que viraram amigos e que guardo tantas lembranças desse tempo de escola. Queria eu pagar um pedágio desses todo o final de semana que retorno para a casa, o qual me remetesse a essas boas recordações, desses momentos bons que passaram. Uma alegria de R$5,90 que dá gosto!
O Charlie Brown Jr fez uma música chamada “Como tudo deve ser” onde tem um trecho que diz: “que a felicidade é poder estar com quem você gosta em algum lugar”, e eu, mais do que nunca, já que não posso ter esses momentos de volta, guardo bem seguros no meu coração.
E se esse post pareceu ser um pouco de saudosismo da minha parte, ele é justamente isso. Saudades de um tempo bom, onde todos que cresceram comigo durante bons anos eu não vou esquecer. Tiaguinho, Elisane, Lucas, Éderson, Maíra, Marcela, Gustavo, Leinielie, Nicole, Juliane, Felipe, Gabi, Gabriel, Douglas, Saionara, Luciane, Dolly, Luiz, Marcus, Tatiane, Sales, Hermes, Magregor, Barbieri e várias outros tão queridos colegas! Vivemos um tempo onde a felicidade existiu e existe até hoje sim. E, mesmo que a rotina nos impeça, por falta de tempo por causa de nossos trabalhos ou faculdades, de nos vermos ou sabermos notícias um do outro, eu aprendi que não custa tentar fazer o próximo sorrir quando se há tempo e possibilidade de se fazer isso. Nem que seja com um post assim, lembrando desse tempo bom que certamente não voltará mais. Mas que podemos contar para os nossos filhos e tentar fazer com que eles vivam esses sentimentos. Ou como diria a minha amiga Rosiana: “não deixe que alguém saia da tua presença sem se sentir melhor ou mais feliz!”, concluo assim pois o meu coração acelerou...


p.s.: o remember do cristo rei continua nos próximos posts!

quinta-feira, 19 de julho de 2007

Só é bom quando...

... se conhece o ruim! Vai dizer que não? Às vezes, é muito bom se espelhar nos erros dos outros, tentar tirar uma lição sem ter vivido aquele erro. Mas sabe o que é mais valioso? É poder errar e sentir na pele o que aquele erro significa. Dizem por aí que a vida é curta, que tudo passa muito rápido que nem vemos a cor. Então eu mudei esse pensamento de que é bom se espelhar apenas nos outros quando a situação é ruim. Tomar decisões é muito importante. Se vai dar certo ou errado, só o tempo irá dizer. Frase clichê? Não... Todo o clichê tem o seu fundamento correto. "Pimenta nos olhos dos outros é refresco", já dizia a minha sábia avó. É fácil colocar a culpa, rotular os outros ou somente assistir ao que eles estão fazendo. Já viu alguém dando com a cabeça na parede? Normalmente não iríamos fazer igual, certo? Ninguém, até hoje, entrou dentro desse melão e viu o que se passava ali dentro. Eu tenho um vizinho meio destrambelhado das idéias, advogado, daqueles que escuta Sinatra, assoviando e fazendo almoço de domingo com avental de mamãe, que faz isso seguido. Normalmente vou chamar o elevador e quase nunca me deparo com ninguém pelos corredores por causa dos horários dos vizinhos serem diferentes dos meus. Porém, esses dias deu o acaso de ver esse meu vizinho chamando praticamente o elevador com a cabeça. Na hora deu vontade de rir, mas eu recuei e fiquei silêncio apenas observando o pequeno ato insano. Não eram batidinhas leves, diria, exagerando um pouco, igual a de um martelo em um prego. Totalmente bizarro. Poderia ele estar com problemas na família ou no trabalho. Acabei que deixei ele descer e não embarquei naquele elevador. Fiquei me perguntando o porquê dele estar fazendo aquilo, mas todo o caso, cada um com as suas manias! Mas, lembram do acaso? Ele realmente existe, mas tem agido seguido no 6° andar do meu edifício. Ao som de Sinatra? Eu acho que no fundo ele escuta um agitado Pink Floyd porque lá estava mais uma vez: ele, a parede, eu e meu riso contido. Parecia replay! "O cara só pode ser maluco", pensei na hora. Mas dessa vez pensei duas vezes: "Vou ou não vou? Será que dou boa noite?". Respirei fundo, apertei o interruptor da luz e para a minha surpresa ele continou por mais um momento dando as tão assombrosas batidas de cabeça na parede até que eu disse: "Boa noite, tudo bem?" - falei isso tentando fazer com que ele me cumprimentasse e parasse de fazer aquela bizarrice. Ele tomou um susto que fiquei com tanta pena do maluquinho que deu vontade de assoviar um "New York, New York" para ele voltar ao normal. Acha que ele me respondeu alguma coisa depois de cumprimentá-lo? Não sei se foi vergonha ou medo, mas o elevador chegou, eu abri a porta, ele entrou primeiro, apertou o térreo e não disse nenhuma palavra. Saí primeiro esperando que ele saísse também. A porta se fechou e ele ficou lá dentro, talvez olhando a temperatura ou vendo as horas. A seta de subir não se acendeu e lá ficou ele parado dentro do elevador por alguns minutos. Fiquei apenas observando a uns oito passos da porta. Fiz sinal de silêncio para o porteiro, que ficou me olhando sem entender nada e foi se aproximando vagarosamente até onde eu estava para ver o que estava acontecendo. Fomos avançando aos poucos, em silêncio, pé por pé. Respiramos fundo e avançamos a cabeça em direção ao vidro da porta do elevador. Lá estava o vizinho de cabeça baixa com uma folha nas mãos. Talvez uma petição ou um contrato. Mas eu acredito que seja alguma letra de Sinatra como "My Way", "I've loved, I've laughed, and cried. I've had my fails, my share of losing. And now, as tears subside (...)". Lágrimas descendo, que triste... Ele permaneceu intacto lá dentro. De repente, o elevador subiu. Lá se foi ele em direção a algum andar e eu segui para o trabalho, não entendendo nada, mas nunca esquecendo do que minha vó dizia.

quinta-feira, 5 de julho de 2007

Rotina...

Segundo o dicionário Silveira Bueno: ROTINA - "s.f. Caminho já trilhado e sabido; costume; hábito; prática constante; uso geral; (Inform.) seqüência fixa de instruções e operações (programa ou trecho de programa) ligado a um objetivo específico: salvamento de arquivo, abertura de arquivo, impressão, edição de dados, etc". Até o Bueno diz o "etc" no final porque não entende, não sabe sinôninos ou significados melhores para essa palavra. Presente em nossas vidas 24h de cabo a rabo, acaba sempre complicando coisas simples, "coisas óbvias até para uma criança", assim como diz Nando Reis em "Por Onde Andei?". Aproveitando essa música é fácil perceber o quanto a rotina é causadora de pequenos problemas, "a vida é coisa mesmo muito frágil, uma bobagem uma irrelevância" já diz o ex-titã nesse verso. Tem horas que dá vontade de sumir, largar trabalho, faculdade, obrigações e ir para bem longe. Fazer uma viagem para a Ilha do Nunca, ao menos lá, se for de acordo com o nome, as coisas nunca acontecem. O tempo não deve andar, as horas não devem passar e todo mundo deve viver que nem bahiano em rede de balanço depois do almoço, olhando para o mar, paradinho, sem onda nenhuma. Confesso que essa vida moderna é muito boa, essa correria de releases, coletivas, câmeras, mas em pleno julho? Bem que dá vontade de dar essa escapada, afinal, um guri merece umas férias, boas férias em paz, numa boa. E como não tem escapatória, eu fico só na utopia, pensando em viajar e produzindo matérias nessa redação. Já que eu não posso fugir dessa rotina, eu vou voltar para o trabalho e tentar fugir desses leads certinhos, metidos à besta. De volta ao word...

segunda-feira, 2 de julho de 2007

Responsabilidade...

Hoje foi dia de tirar sangue. Dor? Tem coisa que dói muito mais do que tirar sangue. Mas isso nem foi nada, pior é ver esse caça ou não caça do Renan Calheiros. Que coisa bem chata! Pauta? Tudo bem que isso é importante, mas já saturou ficar escutando isso. Quem sabe abordar outro assunto mais palpável? É, as mídias tem o seu valor! Positivo ou negativo? Cabe você decidir, eu faço a minha parte para deixar tudo numa boa... Voltando ao sangue de hoje... nem doeu! Se eu fosse parar e pensar quantas vezes eu já fraturei algum osso (o que dói bem mais) nestes 20 anos... Braço, perna, tornozelo e até nariz! E olha que eu nunca fiz boxe ou jiu-jitsu! Um dia eu pensei em cursar Educação Física, imagina eu dando aula? Ainda bem que virei jornalista! Outra coisa que senti hoje, bem além da dor foi a sensação de assumir um compromisso muito importante e responder por uma representação de futebol. Eu, ali, do outro lado das câmeras, sendo bombardeado de perguntas e questionamentos. Cool! No fear! Yes courage! Valeu a pena, uma sensação diferente para quem sempre esteve do outro lado, com um microfone, câmera, caneta ou o velho bloquinho de notas nas mãos. É bom deixar de ser guri, difícil é perceber como ou quando isso acontece. Eu ainda procuro uma resposta cabível para essas questões. Ainda não sei ao certo mas acredito numa só palavra que resume essas mudanças: responsabilidade.



Mereço um descanso!


Enquanto isso, visitem o blog "Cidade Futebol", do jornalista e bom "guri", Eduardo Cecconi.

Até mais!