quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

Sinopse do Livro

Muitas pessoas via Twitter questionaram sobre o contexto do livro. Então, resolvi publicar a sinopse dele. Mais do que a sinopse, a contra-capa dele na íntegra. Confere aí:


Fique ligado no blog e no Twitter (@marcosleivas). Mais tarde um post, aqui e lá, sobre como funcionará a promoção de lançamento do livro "No descanso do horizonte" no Twitter.

No descanso do horizonte

Acabou o mistério!

Aí está o meu quarto livro. Chama-se "No descanso do horizonte", tem 132 páginas e será lançado na 38ª Feira do Livro da Praia do Cassino:


Sessão de autógrafos de lançamento:

Dia: 06/02
Horário: 21h
Local: Pavilhão dos Autografantes / Praça Didio Duhá - Praia do Cassino
Valor: R$25 na Banca da Furg

Fique ligado!
Em breve, promoções de lançamento!
Para acompanhar: siga @marcosleivas no Twitter.

Espero por você! :-)

sábado, 22 de janeiro de 2011

2011

O ano virou e as coisas continuam corridas por aqui. Contudo, sempre consigo achar um tempinho para algum projeto diferente e que acredito ser quase sempre do agrado de vocês: minha família, meus amigos, meus colegas ou ainda aos visitantes deste blog de todo o mundo. Especialmente os de Portugal e Espanha que tanto me prestigiam.

Novidades por aí! Algo relacionado ao blog. Ou melhor, ao que nele é feito: fatos, histórias; contos, crônicas. 2011 entrou com toda a força no campo profissional e, ainda bem, no pessoal.

Então... voltarei em breve com a novidade que está saindo do forno. É óbvio que vocês já devem suspeitar do que se trata. Mas ainda vou manter um pouquinho de segredo. Teaser lançado!


Um 2011 maravilhoso para todos!

Marcos Leivas

terça-feira, 16 de novembro de 2010

Celulares desligados


Pensei em deixar os meus dois celulares desligados e não acessar meus e-mails por quatro dias. Sem redes sociais, sem blog, sem frescurinhas modernas. Consegui. Fugi da loucura do cotidiano, dos trabalhos, das mil e uma obrigações que tanto me cercam e coloquei o pé na estrada rumo ao campo, para bem longe da civilização urbana.

Os celulares foram comigo... no fundo de uma bolsa! Foram pedindo bateria até o último instante e se apagaram. Tudo o que eu precisava era dar algumas voltas a cavalo, ficar na companhia de poucos e bons e ainda viver um pouco do clima de fazenda. Respirei ar puro, dei muitas risadas e, o melhor, dei valor aos pequenos e singelos momentos da vida.

Voltei renovado. Voltei com tudo.

Novidades em breve.

quinta-feira, 14 de outubro de 2010

Dois Meses


Podiam ter sido dois meses da vida de um filhote de cachorro ou de gato. Dois meses de um namoro ou ainda dois meses da ida de um amigo para outro país. É, mas não. Hoje, faz dois meses que nos formamos em nossas habilitações: Jornalismo, Publicidade e Relações Públicas. Formamos-nos e realizamos os nossos sonhos de criança, de adolescente ou de nossos pais; ou ainda sonhos que vieram do acaso ou ainda da conveniência.

Posso até parecer piegas – e é algo que acabo sendo mesmo e nem me importo –, mas depois de tantas perdas em minha vida, aprendi a demonstrar o quanto algo ou alguém é importante para mim. Não é querer aparecer ou ainda falar bonito, mas vocês foram realmente marcantes na minha história, assim como acredito que na história de cada um da nossa turma. De formas e intensidades diferentes. Óbvio. Mas foram.

Desde o sorriso moleque do Guilherme até as palavras contidas da Cíntia, quantos de nós paramos por algum momento para pensar em como seria o depois do “até breve” que demos no dia 14 de agosto de 2010? Em algumas reuniões da turma fiquei imaginando e a dor da saudade já havia me dado alguns olás. Tudo bem, nem todos tinham convívio nos corredores da UCPel ou ainda muito contato além-faculdade, mas marcamos época e deixamos nossa história na própria história da Universidade, na vida dos professores e funcionários... sem contar em nossas casas. Todas as nossas caras e caretas ali, em um quadro, que quando a saudade apertar... lá vamos nós dar uma olhada e lembrar de cada um da ATC 2010/01. Sem contar as fotos e também o nosso DVD que ficou pronto ontem!

Falando em ontem, fiquei acompanhando o resgate dos mineiros do Chile e pensando em como abordaria este texto de hoje. A palavra que veio foi: superação. Superar a saudade de vocês? Isso é virtualmente possível, só que dói não ter o abraço real e carinhoso da Vannine, a palavra equilibrada e centrada da Camila e o choque-elétrico-querido da Paula Gracioli. O aperto de mão acompanhado de um sorriso de canto de boca do Douglas ou ainda os “porquês” da nossa Marília Gabi Herpes, na figura do queridão Felipe. E o boné na cabeça? E a bermuda caindo? Renan puxando o pagode e a Cris fazendo a dança da minhoca para animar a turma.

São só alguns nomes que vieram à cabeça no momento. Continuaria até citar todos, mas sei que muitos estão trabalhando e só abriram o e-mail que levaria até este texto por curiosidade do complemento e não me estenderia além destas linhas, pelo menos agora. Prometo um texto, citando todos, para o nosso churrasco de 1 ano de formatura!

Escutem uma coisa, ou melhor, leiam, para valer, os seguintes parágrafos:

Levem suas vidas pessoais e profissionais ao som de suas melhores músicas. Nossas vidas são feitas de fases, de riso e de dor. Porém, quando algo ruim apertar: lembrem-se de nossos churrascos, de nossas festas, de nossos sorrisos ou até de nossas briguinhas que acabaram em sorrisos no dia 14 de agosto de 2010. Superamos todos os obstáculos com a teoria de que a maior superação foi dar uma curva nas coisas ruins e abraçar as coisas que nos faziam bem.

Levem consigo o meu abraço sincero, o meu carinho e, mais uma vez, o meu muito obrigado por terem marcado e feito a diferença em minha vida. Posso ainda não ter descoberto muitas coisas nestes 23 anos de vida, só que descobri o quanto dois meses longe de vocês me fizeram compreender um pouco mais das palavras superação e saudade. Ir em frente sempre, guardando na mochila (pode ser aquela bem grande, do discurso maior ainda, do Malhão) uma lembrança de cada um de vocês.

A saudade de um tempo bom vivido é a melhor recompensa para dizer que valeu a pena. Espero que vocês se sintam abraçados por mim, pois fiquei mais confortado depois de algumas lágrimas durante a escrita deste texto.

“A vida só gosta de quem gosta dela!” – disse o Jabor.

Então: vivam e sejam felizes, mas muito felizes.


A homenagem aos nossos pais:


domingo, 10 de outubro de 2010

3 a 3


Dia desses me perguntaram se eu tinha muitos amigos. Parei um pouco e respondi:

- Tenho poucos e bons... muito bons!

A pessoa me olhou e comentou:

- Mas e todas as pessoas que tens no teu Orkut?

- São também minhas amigas, mas não sabem o quanto de mim é Marcos, o quanto é Marquinhos. São pessoas que me conheceram em diferentes fases, em diferentes momentos. Fazem parte da minha história, mas não convivem comigo tão diretamente quanto os poucos e bons que secam minhas lágrimas e dividem momentos especiais comigo - respondi e ela ficou muda, ficando satisfeita com a resposta.

A vida nos dá muitas pessoas que iluminam o nosso caminho, que fazem ele ser mais fácil de ser percorrido. Tem vezes que algumas dessas pessoas não apenas iluminam, mas nos seguem, acreditando que, no futuro, logo em breve, seremos boas companhias. Essas mesmas pessoas não se importam se erramos. Elas levantam a nossa cabeça, nos dão a mão e nos fazem seguir em frente.

1h15 da madrugada do dia 10 de outubro de 2010. Dois dias para o Dia das Crianças e nove dias para o meu 24° aniversário. Este post não teria nada de profundidade se não fossem os meus amigos que fazem os meus dias ficarem mais iluminados, mais coloridos. Tem vezes que pareço piêgas por agradecê-los seguidamente, mas sinto necessidade. Nada melhor que poder agradar, paparicar e distribuir um pouco de amor ainda quando estamos próximos... bem próximos, e ainda em vida.

Depois de um dia feliz e na companhia de maravilhosas pessoas, gratas surpresas, um 3 a 3 tricolor e outros tantos sentimentos bons, até parece engraçado, mas os assuntos afunilaram: amigos / agradecer / pai / vida. Valeu pela companhia, Tibs! Tenho certeza que o meu pai Marco Antônio e o Tio Eduardo estão lá de cima apontando para cada um de nós da GM e seus integrantes móveis e dizendo:

- Ahhh moleeeeque! Ahhh moleeeeque!

Amo todos vocês.

terça-feira, 5 de outubro de 2010

Away?

Andei comentando com alguém sobre o mIRC e, de repente, o termo “away” surgiu em meio ao papo. Fiquei com ele na cabeça e fui dar uma corrida na Dom Joaquim. Não sei o porquê de ele ter ficado. Away? Naquela época significava uma função do programa de bate-papo, de quando estávamos conectados, mas não próximos ao computador. Mudávamos os nicknames. Por exemplo, maRqUiNhOs[Away-Janta]. Enfim.

Longe, distante. Talvez tenha sido por isso que a palavra ficou martelando em minha cabeça, enquanto pensava em várias coisas boas acompanhadas de algumas músicas no celular. Entre uma mp3 e outra, uma voz feminina cantava que sentimentos bons, e até então esquecidos, podem (re)nascer a partir de uma nova oportunidade para sorrir.

Graças ao velhinho lá de cima, estou tendo tantas! Depois de quase um mês away dos meus amigos e do mundo virtual, em virtude de casos de doença na família, estou de volta ao mundo corrido. Voltei a organizar a minha cabeça dentro da ordem que ela possuía e que me fazia muito bem: estudos, trabalho e vida pessoal. Continuo exagerando nos estudos, nas leituras e no trabalho, mas, o principal: voltei a dar atenção ao meu bem-estar.

Corpo, cabeça e coração.

Já faz praticamente um ano que me fechei como se fosse um cadeado, deixando a chave bem escondida no fundo de uma gaveta dentro de um cd antigo. Aos poucos, de quando em vez, eu abria a tal gaveta e verificava se a chave ainda estava lá. Ela estava. Empoeirada, no cantinho esquerdo daquela caixa de cores ainda reluzentes.

Ali estava a minha essência.

Passaram-se dez meses, algumas estações, quedas; muitos quilômetros percorridos, muitas músicas ouvidas, textos escritos; também as monografias e artigos redigidos. E eu? E a chave? Estava ali, eu sabia que estava. Só não queria pegar até ter a certeza de que eu estava realmente apto a abrir o meu coração e voltar a ter a essência alegre e feliz do "maRqUiNhOs_" dos tempos de mIRC. Uma versão bem atualizada, claro, mas aberta aos diversos motivos que a vida me dá para sorrir e ser feliz.

Ficar away, lá de vez em quando, tem as suas vantagens. Curar a própria ferida ao lado daqueles que nos querem bem é o melhor remédio. Não há farmácia alguma que venda ou farmacêutico que manipule algum. Nós fazemos o nosso tempo e sabemos a dose certa e a hora certa de abrir a gaveta, pegar a chave e dar uma nova oportunidade, mesmo que para isso alguém precise querer pegar a chave e abrir o nosso cadeado.

Nós escolhemos o que queremos realmente viver.

Eu voltei a viver com alegria.

quinta-feira, 16 de setembro de 2010

Do jeito que nós vivemos

Em minhas mãos “Do jeito que nós vivemos”, do Moacyr Scliar. Nos ouvidos os fones com a Gaúcha me deixando por dentro do que rolava dentro das quatro linhas do Beira-Rio. Ao meu lado, o celular. Do outro, o notebook conectado no programa de bate-papo e o navegador com várias abas abertas. Uma no meu e-mail e outras quatro ou cinco para os microblogs e as badaladas Redes Sociais do momento.

Extremamente conectado.


É evidente que a necessidade de estarmos conectados, em todos os meios, o máximo de tempo possível, é latente nos últimos anos. A inclusão tecnológica e digital já nem são mais tão novas, mas é através delas que podemos dar foco para a crescente presença de um imenso número de pessoas on-line na grande rede. Não há mais segmentação aplicada, apenas posterior para análise. Da classe A até a classe E2, por exemplo. Não há barreiras para o convívio delas através das redes que as interligam.


São diversos fatores que poderiam ser citados para compreender essa presença quase que diária dessas pessoas através da Internet. Mas falarei brevemente da velocidade. Lembro que na minha infância, em idos de 96 para 97, a internet de conexão discada era um enorme avanço em Rio Grande. A Vetorial.net era o destino de muitos. Inter-rotas, Mikrus, Conesul e outras também disputavam os clientes. Éramos felizes com uma conexão, para os padrões de hoje, extremamente irrisória perto das bandas de muitos megabytes. Velocidade. Quanto mais, melhor. Quanto melhor, o processo comunicativo entre as partes mais efetivo fica.


Evolução. É essa a palavra que resume, que integra e que caracteriza as gerações que se adaptam aos novos formatos que invadem o mercado. O mp que era três já virou mp-vinte-e-muitos. A fita do gravador que tinha virado cd e depois dvd, hoje, já é mp3 e tem formato digital ultra mega blaster sound. A fita-cassete que virou dvd já é blue ray. Lembram do toca-discos, do walk-talkie, do walkman ou do discman? É, por aí não parou e nem vai.


Hoje, um card de 2 cm e de 8 gigabytes carrega a minha coleção de músicas, grande quantidade de minhas fotos e até alguns vídeos. E sobra espaço para fotos dos churrascos, das viagens e ainda para os meus trabalhos. Com ele, para cima e para baixo, atualizo meus álbuns das redes sociais, mantenho meus amigos atualizados com as últimas músicas do momento e o melhor: ele fica na minha carteira, cabe no meu notebook, no meu celular e ainda no rádio do meu carro.


É assim, com a internet, com os amigos, com os vizinhos e com todas as peculiaridades dos grupos sociais nos quais vivemos que a gente vai vivendo e se adaptando às novas tecnologias e novos formatos que nos são propostos. Em 176 páginas, em quase duas horas de leitura, Scliar me falou disso e um pouco mais. Homens e mulheres, o malandro e a vaidade, desde os tempos mais primórdios. Estamos em rede e cada vez estaremos mais integrados: conectados por um e-mail, por um scrap, por um tweet, por um post em um blog ou ainda por tudo que facilite a nossa comunicação da era moderna.


Mas não se esqueçam dos livros. Sábios livros.

quinta-feira, 9 de setembro de 2010

Aos 45 do 2°


Ele não é jogador de futebol. Já sonhou, até já tentou. Hoje, segue apenas jogando com os amigos as partidas de final de semana. Ele não é o atacante do time, mas sabe dar boas subidas ao ataque. É peça importante em qualquer time de amigos que venha a ser montado. Ele é o zagueiro do futebol de campo. O fixo do futsal ou ainda o recuado no futebol de areia.

Ele é o meu amigo Viduka.

Este texto não falará sobre futebol. Continue lendo. Falará sobre as coincidências e acasos da vida. Pensei em começar o mês de setembro com um texto que fosse significativo de algum modo. Falando sobre mim ou falando sobre meus amigos. Pensei em misturar, colocar no liquidificador e ver o que teria como resultado. Ficou um mousse de emoções, uma mistureba de fatos que vieram em forma de aprendizado e maturidade.

Play >

Pois bem, o Viduka. Ele sempre decidiu e coordenou muitas coisas. Já foi presidente do Grêmio Estudantil em época de colégio, já foi o capitão do nosso time. Ele que sempre deu a palavra final sobre os filmes que a turma alugaria, enfim. Ele é o cara mais tranquilo e decidido para resolver qualquer situação - ao menos sempre aparentou isso para nós: seus amigos. E foi assim...

Nos últimos dois meses ele já não tinha o brilho no olho, a alegria que tanto lhe era peculiar a cada reencontro com os amigos ou com a família. Andava muito quieto. Sabe quando pinta um problema conosco e ficamos mais pensativos? Quietos? Ele estava assim. Ao quadrado. Ao cubo. Aos litros. Aos quilômetros. Ninguém sabia ao certo o que ele tinha. A enxaqueca? A faculdade apertando?

Tudo junto. Coincidências e um turbilhão de estresses (des)necessários e infundados.

Foi aí que as coisas foram, aos poucos, sendo consertadas. Passo a passo. Ferida a ferida. Quilômetro a quilômetro, de Rio Grande a um lugar qualquer. Do mesmo jeito que lidou com tudo até hoje, o Viduka foi decisivo. Mais uma vez. Não sabia se faria a coisa certa, mas precisava voltar a sorrir. Estabelecer prioridades e seguir o coração. Encaixar as peças do quebra-cabeça e pedir o all in na hora certa. Ou ter o pretexto de oferecer um balde para quebrar o galho de alguém...

Fez o que devia ser feito, com a coragem não mais de um adolescente. Foi com a coragem de um homem, com quem muito aprendi em outros momentos de minha vida. "Faça o que digo ou faça o que eu faço" - esse é o ditado apropriado para ele. Sem medo, sem titubear. Bateu e voltou. Sorriu e chorou.

Conversamos por muitas horas. Falamos sério, mas também demos muitas risadas. E mais ainda: ficamos pasmos com os acasos da vida. Tudo levaria a crer que atrasaríamos a volta para casa devido ao desfile de 7 de setembro, em Porto Alegre, ou ainda pela ponte elevada do Guaíba que nos atrasaria em 30 minutos. Também pela falta de cartões pré-pagos da Tim nos postos da BR-116 para recarregar o celular. Quer mais? Pelas inúmeras paradas para descarregar a bexiga em virtude do chimarrão. Ou ainda por causa de uma publicidade do candidato Marco Maia. Parceiraço.

- Vamos parar nas Cucas para pegar água para o chimarrão! - disse o Viduka.
- Claro. Pede lá que eu vou ligar para casa e avisar que estamos voltando! - respondi.

Nos olhamos sem acreditar. Os rostos ficaram brancos, as mãos geladas. Na verdade, o Viduka que tem as maçãs do rosto já avermelhadas por normal, embranqueceu em dois segundos e meio e, claro, comentou:

- Para meu! Sério, olha quem tá vindo! Não acredito.

Eu olhei e entendi, mas fingi que não para deixá-lo mais perplexo, enquanto falava ao telefone com minha mãe. Continuei a falar enquanto ouvi três smacks, oi e olás, tudo bens e risadinhas envergonhadas.

Das Cucas até Pelotas o assunto foi apenas um e você, caro leitor, já deve saber qual. Motivo de tanta perplexidade por parte dele foi que ele havia sonhado com tal pessoa no mesmo dia, na parte da manhã, três horas antes - sem contar os sonhos de outros dias. Ele foi dormir conversando comigo sobre, dormiu pensando sobre, acordou e já pensou sobre (e comentou sobre, ele sempre faz isso), voltou a sestear e sonhou. De novo. Sem contar nas alusões no café da manhã lá no hotel.

Ele quer tanto que já sabe por onde começar. Não fica mais sem palavras via MSN... elas até sobram! Em algumas horas ou no máximo em um dia sabe que estará frente a frente. Da felicidade já corre atrás, novamente, assim como sempre ensinou aos seus amigos: seguindo o coração e nunca deixando de lado a razão.

Sei que talvez ele fique sem palavras da próxima vez que a veja, mas ficará mais encantado ainda. Sei também que vou estar ao lado dele, como irmão, para retribuir todos os passes açucarados que ele me deu durante a minha adolescência. Salve Viduka, grande brother!

A vida é agora. Hora de mudar aos 45 do 2° tempo.

Descomplique(m). Aperte(m) o play e seja(m) feliz(es).

sexta-feira, 6 de agosto de 2010

As mãos juntas

As pessoas têm uma certa mania de rezar só quando querem alguma coisa. Tenho minhas dúvidas se elas agradecem depois se o que pretendiam fora alcançado - ou não.

Durante o jogo do Internacional fiquei me perguntando se os jogadores, quando marcam gols, realmente agradecem a graça do gol alcançado ou fazem apenas um gesto de com as mãos para o céu por esse lembrar a religião.

Tal dúvida surgiu após uma tentativa de leitura labial com base no que o jogador do São Paulo falara ao comemorar o gol. É claro que sabemos que os jogadores de futebol - e outros atletas também - têm essa mania, esse credo de agradecerem com as mãos unidas em sinal de devoção.

Calme. O jogador do São Paulo realmente agradeceu. Falou Jesus e outras coisas. Legal. Bonito mesmo. Sei que o futebol é o trabalho dele. Sei que precisa jogar bem para ter emprego. Sei que ele tem uma família que depende dele. Sei.

Enquanto o Inter e o São Paulo jogavam (Globo transmitia) o 1° debate dos presidenciáveis acontecia no outro canal (Band). A medição do Ibope apontou a Globo muitas vezes a frente da Band. A mídia apontou Plínio (PSOL), 80 anos, como o melhor do debate. E realmente foi no meu entender.

Assim como os jogadores devotos, os candidatos dos partidos nanicos e com percentagem quilômetros atrás dos grandes deverão juntar as suas mãos e rezar por milagre. O que fica, realmente, é o poder da democracia que poderá ser exercida pelos brasileiros. É clichê falar isso, mas não deixa de ser verdade.

Deveremos também deixar as mãos juntas?